[Discussão] Sekiro : Shadows Die Twice

Discuta sobre outros consoles (PS, XB, PC, Mobile, etc).
    • + 0

Mensagempor Sonymaster » Seg, 15 Out 2018, 22:32

Jogo é um prato cheio para quem curte esse estilo de estória.
Sega x Nintendo
Jogador de Videogame das décadas de 1980 e 1990.
Avatar do usuário

    • + 0

Re: Seriko: Shadows Die Twice é o novo jogo da From Software

Mensagempor SuperMarioWorld » Ter, 16 Out 2018, 02:10

Avatar do usuário

    • + 0

Re: Seriko: Shadows Die Twice é o novo jogo da From Software

Mensagempor SuperMarioWorld » Sáb, 17 Nov 2018, 20:55

Avatar do usuário

    • + 0

Mensagempor Sonymaster » Qua, 12 Dez 2018, 22:45

Cara tava lembrando o nome desse jogo esses dias, ainda não tem nem novidades sobre ele. Espero que saia.
Sega x Nintendo
Jogador de Videogame das décadas de 1980 e 1990.
Avatar do usuário

    • + 0

Re: Seriko: Shadows Die Twice é o novo jogo da From Software

Mensagempor SuperMarioWorld » Seg, 24 Dez 2018, 01:42

phpBB [video]
Avatar do usuário

    • + 0

Re: Seriko: Shadows Die Twice é o novo jogo da From Software

Mensagempor SuperMarioWorld » Qua, 09 Jan 2019, 00:00

https://www.meups4.com.br/noticias/seki ... aiba-mais/

A From Software revelou através da nova edição da Game Informer (via Eurogamer) que Sekiro: Shadows Die Twice não contará com modo online. O foco da experiência será na aventura single-player. A desenvolvedora entende que o recurso fazia parte da identidade de Dark Souls, mas não estará em seu novo jogo. Consequentemente, um grande impacto na jogabilidade dos fãs da empresa: será possível pausar o jogo. De acordo com os entrevistados da companhia, a ausência do modo cooperativo/competitivo em Sekiro permitiu uma maior criatividade nos mapas do jogo. Assim, o design das regiões não precisou se preocupar em pensar na ocupação de um jogador. Outro impacto no gameplay, de igual modo, é a forma como os chefões foram criados. Sem auxílio de outros samurais, todos devem ser enfrentados contra apenas um jogador. Isso deve favorecer uma experiência ainda mais desafiadora e precisa.
Avatar do usuário

    • + 0

Mensagempor GrayFox » Qua, 09 Jan 2019, 12:51

Demon's/Dark Souls parece ter afundado a FromSoftware criativamente, principalmente nos olhos do público.

Não podem fazer nada sem que seja imediatamente comparado a Souls, e antes faziam uma gama de franquias e séries diferentes, com diferentes estilos de gameplay, história, tom e narrativa.

Hoje é só Souls, Souls, Souls, e a fórmula só funcionou realmente para Demon's Souls, exatamente por ser o primeiro e o que mais desafiou as convenções, enquanto os outros praticamente só seguem a rotina (e nem a rotina estabelecida pelo Demon's, e mais pelo Dark) e a vontade dos jogadores competitivos.

Esse jogo até segue mais a linha de Tenchu, que foi desenvolvido pela FromSoft, mas aí vem a comparação com Souls, porque é da FromSoft, e eles só fazem e só podem fazer Souls.

porra, dá um tempo :dalborga:
Avatar do usuário

    • + 0

Re: Seriko: Shadows Die Twice é o novo jogo da From Software

Mensagempor Arthimura » Qua, 09 Jan 2019, 16:02

A série Soulsborne foi a que conquistou mais fãs, é natural que as pessoas queiram mais experiências similares, e é natural que a From Software aproveite a demanda, não tem nada de errado nisso.

Bloodborne é diferente o suficiente de Demon's Souls, e eu que joguei a série digo que apesar de Demon's Souls e Bloodborne serem os melhores, os outros também são muito bons.

Duvido que você tenha jogado Déraciné, é um jogo recente de realidade virtual da From Software que não segue a linha de Souls.

Joguei o Sekiro na BGS e apesar do core do gameplay ser totalmente Soulsborne, tem nítidas diferenças no level design e progressão, me pareceu ser uma experiência singleplayer mais direcionada. Então ao mesmo tempo que deve atender aos fãs está criando uma experiência diferente.
Avatar do usuário

    • + 0

Re: Seriko: Shadows Die Twice é o novo jogo da From Software

Mensagempor GrayFox » Qua, 09 Jan 2019, 17:06

Arthimura escreveu:A série Soulsborne foi a que conquistou mais fãs, é natural que as pessoas queiram mais experiências similares, e é natural que a From Software aproveite a demanda, não tem nada de errado nisso.

Bloodborne é diferente o suficiente de Demon's Souls, e eu que joguei a série digo que apesar de Demon's Souls e Bloodborne serem os melhores, os outros também são muito bons.

De fato, não tem nada de errado nisso, mas é chato pra caralho quando só ficam cobrando Soulsbornes deles, enquanto a série só está ficando mais e mais saturada.

O problema das sequências não é a falta de qualidade, é a falta de originalidade. O que torna Demon's Souls especial é como desafiou várias convenções tradicionais de jogos, desde o seu gameplay impiedoso (mas ainda justo) em uma época em que dificuldade em jogos era praticamente inexistente, a maneira como o jogador ruim é punido cada vez mais (diferente de qualquer convenção de game design), até as boss fights, com chefes que cometem suicídio antes da luta e constantes anti-clímax. Enquanto isso, suas sequências estão cheias de monstros grandalhões multifásicos e/ou caras em armaduras (ambos se for uma luta multifásica) em lutas normais, e dificuldade superficial, mantida apenas porque, ironicamente, se tornou a própria convenção da série.

Em Dark Souls (que é basicamente uma 'melhora' de Demon's Souls), por exemplo, há a luta contra o Sif, que termina em um anti-clímax, com ele mal conseguindo andar. Porque, quem diria, quando você bate em alguém por tanto tempo, ele eventualmente terá dificuldades pra andar e atacar. Enquanto o senso comum diz que o final boss deveria ser um teste das habilidades do jogador e uma luta épica, o final boss de Demon's Souls é absolutamente patético e um anti-clímax.

O único momento em Bloodborne que tem algo nesse estilo é a luta contra o Micolash, porque ele foge de você, que é o exato oposto do que um boss normalmente faz, e é apropriado, porque sendo baseado em Lovecraft, não poderia faltar uma luta contra um homem louco. Mas fora essa, é apenas... bestas e mais bestas. Ou luta contra caçador, que eventualmente vira uma besta.

As sequências focam apenas no combate e na dificuldade, o primeiro que nunca foi nada demais e o segundo que apenas existia para desafiar convenções (até se tornar uma novamente), em vez de focar nos elementos que tornaram Demon's e Dark Souls 1 realmente especiais.

Arthimura escreveu:Duvido que você tenha jogado Déraciné, é um jogo recente de realidade virtual da From Software que não segue a linha de Souls.

De fato, não joguei, mas estou feliz que depois de tanto tempo eles finalmente possam sair dessa vala. Só gostaria que lançassem em um formato mais acessível (para não falharem em vendas e terem que apelar para a cash-cow de novo), mas não posso reclamar de falta de originalidade ou experimentação neste caso.

edit: e o título do tópico está errado, está escrito Seriko, ao invés de Sekiro
Avatar do usuário

    • + 0

Re: Seriko: Shadows Die Twice é o novo jogo da From Software

Mensagempor Arthimura » Qua, 09 Jan 2019, 19:19

GrayFox escreveu:
Arthimura escreveu:A série Soulsborne foi a que conquistou mais fãs, é natural que as pessoas queiram mais experiências similares, e é natural que a From Software aproveite a demanda, não tem nada de errado nisso.

Bloodborne é diferente o suficiente de Demon's Souls, e eu que joguei a série digo que apesar de Demon's Souls e Bloodborne serem os melhores, os outros também são muito bons.

De fato, não tem nada de errado nisso, mas é chato pra *** quando só ficam cobrando Soulsbornes deles, enquanto a série só está ficando mais e mais saturada.


Não acho chato, acho normal as pessoas pedirem o que elas desejam. Cabe a empresa avaliar e adotar uma estratégia, ela pode atender a vontade dos fãs fazendo diversos jogos parecidos até todo mundo enjoar e perder o interesse, ou pode tentar diversificar e trazer novidades suficientes em cada iteração. Na primeira pode ser mais vantajoso a curto prazo, porém não tão interessante a longo prazo. Já a segunda pode ser mais interessante a longo prazo, mas a empresa pode perder o momentum e não aproveitar a demanda dos fãs.

Como consumidor a pessoa é livre para comprar até quando achar que vale o dinheiro dela. Ao meu ver, no caso da From Software está longe de estar saturado, eles conseguem dar um tempo significativo entre cada jogo e eles inovam o suficiente pra eu continuar interessado.

GrayFox escreveu:O problema das sequências não é a falta de qualidade, é a falta de originalidade.


Eu concordo que o Dark Souls é pouco original se comparado ao Demon's Souls, mas dentro da trilogia é natural que a série siga um mesmo padrão. Já o Bloodborne é bem original, sim.

Essa crítica seria válida na época do Dark Souls 3, eu mesmo cheguei a criticar, mas agora que tem o Bloodborne, Déraciné e o Sekiro no horizonte, realmente não faz muito sentido essa crítica, porque a From Software aumentou bem a sua diversificação de temas e variações de gameplay.

GrayFox escreveu:As sequências focam apenas no combate e na dificuldade, o primeiro que nunca foi nada demais e o segundo que apenas existia para desafiar convenções (até se tornar uma novamente), em vez de focar nos elementos que tornaram Demon's e Dark Souls 1 realmente especiais.


Dark Souls 1 não é realmente especial, especial mesmo é o Demon's Souls e Bloodborne. Difícil de acreditar que alguém que jogou Bloodborne acha mesmo que o jogo só foca em combate e dificuldade.

GrayFox escreveu:
Arthimura escreveu:Duvido que você tenha jogado Déraciné, é um jogo recente de realidade virtual da From Software que não segue a linha de Souls.

De fato, não joguei, mas estou feliz que depois de tanto tempo eles finalmente possam sair dessa vala. Só gostaria que lançassem em um formato mais acessível (para não falharem em vendas e terem que apelar para a cash-cow de novo), mas não posso reclamar de falta de originalidade ou experimentação neste caso.

edit: e o título do tópico está errado, está escrito Seriko, ao invés de Sekiro


Desde o Dark Souls III já era nítido que o Miyazaki sabia que não dava pra viver só de Dark Souls. Bloodborne, Déraciné e agora o Sekiro são movimentos claros em um sentido de diversificação. E só pra constar, historicamente a From Software sempre fez diversos jogos diferentes, mas sempre foi a fundo em suas ideias. Houveram diversos King's Field, Armored Core, Tenchu, etc.
Avatar do usuário

    • + 0

Mensagempor GrayFox » Qua, 09 Jan 2019, 20:26

Arthimura escreveu:Ao meu ver, no caso da From Software está longe de estar saturado, eles conseguem dar um tempo significativo entre cada jogo e eles inovam o suficiente pra eu continuar interessado.

DaS2, Bloodborne e DaS3 tiveram intervalo de um ano entre o lançamento de cada, e só não tivemos mais porque o Miyazaki estava cansado da série e, como indicado pelo DaS2, só vale a pena tentar se ele estiver envolvido, não só por ele saber fazer o design para os jogos, como por automaticamente o jogo receber mais respeito do que se fosse desenvolvido sem ele.

Arthimura escreveu:Eu concordo que o Dark Souls é pouco original se comparado ao Demon's Souls, mas dentro da trilogia é natural que a série siga um mesmo padrão. Já o Bloodborne é bem original, sim.

Essa crítica seria válida na época do Dark Souls 3, eu mesmo cheguei a criticar, mas agora que tem o Bloodborne, Déraciné e o Sekiro no horizonte, realmente não faz muito sentido essa crítica, porque a From Software aumentou bem a sua diversificação de temas e variações de gameplay.

Bloodborne não é original de forma alguma, no contexto da série. A única coisa nova que traz à mesa é a estética vitoriana, e só. Em termos de gameplay, ele continua a mesma coisa que os seus antecessores, apenas adicionando armas diferentes (como se não houvesse variedade de armas nos Souls anteriores), e a única coisa que isso traz efetivamente ao gameplay é animações diferentes para ataques e quantidade de dano. Aliás, ele até remove elementos que tornavam o combate dos anteriores mais profundo, como o peso das armaduras na movimentação e o escudo. Nem a inspiração lovecraftiana é original, partindo já do Old One de Demon's Souls.

E sim, agora estão variando, com Sekiro e Déraciné. Minha crítica é mais a atitude dos fãs a se fecharem a qualquer outra coisa que não seja Souls, vindo da FromSoft, quando eles tem muito mais IPs e ideias interessantes que poderiam realizar.

Arthimura escreveu:Dark Souls 1 não é realmente especial, especial mesmo é o Demon's Souls

Dark Souls 1 é apenas uma versão mais 'caprichada' de Demon's Souls, em que pegaram vários dos elementos do original e experimentaram com eles ou simplificaram de maneira a ficar mais acolhedor para os novatos, então é natural que não se compare a Demon's Souls. Mas mesmo assim, há mais originalidade em execução aqui do que em Bloodborne, como mencionei antes.
Avatar do usuário

    • + 0

Re:

Mensagempor Arthimura » Qua, 09 Jan 2019, 22:49

GrayFox escreveu:
Arthimura escreveu:Ao meu ver, no caso da From Software está longe de estar saturado, eles conseguem dar um tempo significativo entre cada jogo e eles inovam o suficiente pra eu continuar interessado.

DaS2, Bloodborne e DaS3 tiveram intervalo de um ano entre o lançamento de cada, e só não tivemos mais porque o Miyazaki estava cansado da série e, como indicado pelo DaS2, só vale a pena tentar se ele estiver envolvido, não só por ele saber fazer o design para os jogos, como por automaticamente o jogo receber mais respeito do que se fosse desenvolvido sem ele.


Como eu disse, cheguei a criticar o Dark Souls III quando foi anunciado e lançado, pois ao meu ver realmente excederam na velocidade, isso em 2016. Naquela época realmente cabia essa crítica. Mas só na trilogia Dark Souls que se chegou perto de saturar, nos demais jogos não.

O Dark Souls II é um jogo muito injustiçado, na época era nítido que a galera que só tinha jogado o primeiro Dark Souls criticava pra dar uma de crítico gourmet, porque eu tinha jogado tanto o Demon's Souls quanto o Dark Souls e achei e continuei achando um ótimo jogo. Um pouco inferior aos demais, mas ainda assim ótimo. A ausência do Miyazaki foi notável principalmente na lore mais rasa e level design, mas em termos de mecânicas progrediram em muita coisa.

GrayFox escreveu:
Arthimura escreveu:Eu concordo que o Dark Souls é pouco original se comparado ao Demon's Souls, mas dentro da trilogia é natural que a série siga um mesmo padrão. Já o Bloodborne é bem original, sim.

Essa crítica seria válida na época do Dark Souls 3, eu mesmo cheguei a criticar, mas agora que tem o Bloodborne, Déraciné e o Sekiro no horizonte, realmente não faz muito sentido essa crítica, porque a From Software aumentou bem a sua diversificação de temas e variações de gameplay.

Bloodborne não é original de forma alguma, no contexto da série. A única coisa nova que traz à mesa é a estética vitoriana, e só. Em termos de gameplay, ele continua a mesma coisa que os seus antecessores, apenas adicionando armas diferentes (como se não houvesse variedade de armas nos Souls anteriores), e a única coisa que isso traz efetivamente ao gameplay é animações diferentes para ataques e quantidade de dano. Aliás, ele até remove elementos que tornavam o combate dos anteriores mais profundo, como o peso das armaduras na movimentação e o escudo. Nem a inspiração lovecraftiana é original, partindo já do Old One de Demon's Souls.

E sim, agora estão variando, com Sekiro e Déraciné. Minha crítica é mais a atitude dos fãs a se fecharem a qualquer outra coisa que não seja Souls, vindo da FromSoft, quando eles tem muito mais IPs e ideias interessantes que poderiam realizar.


A impressão que dá é que você não jogou o Bloodborne.

Em termos de temática e lore, ele foi de longe o jogo da série mais Lovecraftiano e com maior atmosfera de terror. Assim como no Demon's Souls, ficou nítido que o Miyazaki botou sua alma ali e abordou os temas que ele queria, diferente de Dark Souls que reaproveitou quase tudo do Demon's Souls. É de longe o jogo mais pesado, principalmente se a pessoa fazer todas as side-quests e os três finais.

Em termos de gameplay, o jogo inovou muito, com um gameplay fast-paced que o jogador não joga mais de forma defensiva, ao invés disso é recompensado por ser mais agressivo. Sem falar nas armas de fogo e principalmente nas transformações das armas, que criou todo um leque de possibilidades inéditas e que está servindo de inspiração pro Sekiro, que a prótese do protagonista se transforma em diversas armas.

Outro ponto de grande inovação foi as Chalice Dungeons, criaram toda uma mecânica de Dungeons geradas proceduralmente, isso foi muito admirável de uma perspectiva de expansão de conteúdo, a ideia de você saber que o jogo gerou uma Dungeon com base em aleatoriedade que ninguém mais jogou. Eu acredito que o labirinto de Niflheim do God of War (2018) foi inspirado nas Chalice Dungeons do Bloodborne.

Sobre o peso das armaduras, como eu disse o jogo é fast-paced, não acho que agregaria ao jogo, até porque a ideia não é usar uma armadura pesada e ficar se escondendo atrás de um escudo, a maioria das vestimentas são roupas leves. Uma mecânica de peso não combinaria.
Inclusive um grande defeito do Dark Souls é o poise, pois no PvP a build que mais fez sucesso foi Giant Dad com Havel, onde podia-se dar stunlock no inimigo, e mesmo no singleplayer era muito fácil de apelar, com poise alto dava pra ficar apertando R1 nos Four Kings e tomando Estus Frask sem nem cair no chão.


GrayFox escreveu:
Arthimura escreveu:Dark Souls 1 não é realmente especial, especial mesmo é o Demon's Souls

Dark Souls 1 é apenas uma versão mais 'caprichada' de Demon's Souls, em que pegaram vários dos elementos do original e experimentaram com eles ou simplificaram de maneira a ficar mais acolhedor para os novatos, então é natural que não se compare a Demon's Souls. Mas mesmo assim, há mais originalidade em execução aqui do que em Bloodborne, como mencionei antes.


Pra mim não é mais caprichada de forma alguma, joguei o Demon's Souls e Dark Souls antes de lançar o Dark Souls II, e sempre tive dificuldades de acreditar que o Demon's Souls veio depois, ele é melhor em tudo, praticamente.

O Dark Souls tem bem pouca originalidade, e certamente muito menos que o Bloodborne. O maior mérito é o mapa interconectado que realmente foi único na série. De resto, como eu disse, o jogo reaproveita praticamente tudo do Demon's Souls e além disso teve diversos problemas durante o desenvolvimento, tanto que é notável o quão rushado o jogo ficou depois que o jogador mata Ornstein e Smough em Anor Londo. Demon Ruin's foi nitidamente rushado com um reaproveitamento de chefes absurdo e lava para todos os lados, e New Londo Ruins é uma área absurdamente vazia, parece que nem terminaram. O jogo tem sérios problemas de ritmo no final, e muito do conteúdo que redime o jogo fica escondido.
Avatar do usuário

    • + 0

Mensagempor GrayFox » Qui, 10 Jan 2019, 00:32

Arthimura escreveu:A impressão que dá é que você não jogou o Bloodborne.

Eu joguei sim, e ainda por cima zerei.

Arthimura escreveu:Em termos de temática e lore, ele foi de longe o jogo da série mais Lovecraftiano e com maior atmosfera de terror. Assim como no Demon's Souls, ficou nítido que o Miyazaki botou sua alma ali e abordou os temas que ele queria, diferente de Dark Souls que reaproveitou quase tudo do Demon's Souls. É de longe o jogo mais pesado, principalmente se a pessoa fazer todas as side-quests e os três finais.

De fato, ele é o mais lovecraftiano, mas a temática lovecraftiana não foi introduzida em Bloodborne, foi introduzida em Demon's Souls. Ele se aprofundou mais nisso, mas é apenas um reaproveitamento do que Demon's Souls já havia deixado.

Acho difícil o Miyazaki não ter tido sua visão limitada pela Sony, considerando que era um dos primeiros exclusivos de peso para o PS4 e um título notório. Além disso, o que ele teve em liberdade (se levarmos em consideração a sua suposição), faltou em criatividade, com a completa ausência de twists interessantes para as boss fights e gameplay, como apresentou em Demon's Souls. Novamente, se formos comparar, ele provavelmente teve mais liberdade em DeS, já que o jogo já era considerado uma falha desde o desenvolvimento, então não havia restrição alguma para ele e sua equipe.

O quão pesada a história é também não faz diferença, e as implicações de Bloodborne são tão assustadoras quanto as de seus antecessores. De qualquer forma, ainda se baseia na convenção da série de não ter um final realmente satisfatório.

Arthimura escreveu:Em termos de gameplay, o jogo inovou muito, com um gameplay fast-paced que o jogador não joga mais de forma defensiva, ao invés disso é recompensado por ser mais agressivo. Sem falar nas armas de fogo e principalmente nas transformações das armas, que criou todo um leque de possibilidades inéditas e que está servindo de inspiração pro Sekiro, que a prótese do protagonista se transforma em diversas armas.

Esse formato de gameplay fast-paced estava presente nos anteriores, mas estava na opção, que o jogador deveria medir de acordo com a sua habilidade ou estilo: "lutar mais lentamente, mas suportando mais dano x lutar mais rapidamente, mas tomando mais dano", em um sistema tradicional de risco x recompensa. Bloodborne, removendo o escudo e o peso, estimula (para não dizer "força") o jogador a ir com o segundo. Enquanto é mais divertido dessa forma, ainda está retirando parte da profundidade do combate.

Não vejo como as transformações das armas oferecem um "leque de possibilidades inéditas". No geral, varia entre ataque rápido mas fraco e de curto alcance contra ataque lento mas forte e de longo alcance. E só. Boa parte delas, se não todas, são assim. E as armas de fogo funcionam quase todas para fazer parry, e não tem muitas funções além disso.

Arthimura escreveu:Outro ponto de grande inovação foi as Chalice Dungeons, criaram toda uma mecânica de Dungeons geradas proceduralmente, isso foi muito admirável de uma perspectiva de expansão de conteúdo, a ideia de você saber que o jogo gerou uma Dungeon com base em aleatoriedade que ninguém mais jogou.

...geração procedural é algo amplamente usado em videogames já faz algum tempo. Bem antes de Bloodborne, aliás. E não vejo como isso é bom para as Chalice Dungeons, já que o level design acaba não sendo tão bem pensando quanto poderia, se tivesse sido criado à mão.

Arthimura escreveu:Pra mim não é mais caprichada de forma alguma, joguei o Demon's Souls e Dark Souls antes de lançar o Dark Souls II, e sempre tive dificuldades de acreditar que o Demon's Souls veio depois, ele é melhor em tudo, praticamente.

O Dark Souls tem bem pouca originalidade, e certamente muito menos que o Bloodborne. O maior mérito é o mapa interconectado que realmente foi único na série. De resto, como eu disse, o jogo reaproveita praticamente tudo do Demon's Souls

Por isso coloquei 'caprichado' entre aspas.

Então, como eu disse, Dark Souls, sendo uma segunda tentativa e uma nova chance de engatar a série, reaproveitou vários dos conceitos de Demon's Souls, já que DeS pertencia à outra empresa e não poderiam partir dali, além de poderem introduzir novos jogadores sem carregar a bagagem de sequência direta. E, mesmo assim, Dark Souls ainda tem parte da originalidade presente em DeS, visível em boss fights como a do Sif e lugares como a Kiln of the First Flame.

Claro, isso não quer dizer que Bloodborne é melhor ou pior que Dark Souls, ou que qualquer outro jogo da série. O ponto é que o que tornou Demon's Souls interessante e inovador foi deixado de lado e agora se tornou rotina, quase que obrigação da série, e nenhum deles emprega o desafio de convenções de game design tradicional tanto quanto DeS.
Avatar do usuário

    • + 0

Re:

Mensagempor Arthimura » Qui, 10 Jan 2019, 01:24

GrayFox escreveu:
Arthimura escreveu:A impressão que dá é que você não jogou o Bloodborne.

Eu joguei sim, e ainda por cima zerei.


Deve ter feito um final só e nem deve ter jogado a expansão The Old Hunters. Muito menos ter platinado.

GrayFox escreveu:
Arthimura escreveu:Em termos de temática e lore, ele foi de longe o jogo da série mais Lovecraftiano e com maior atmosfera de terror. Assim como no Demon's Souls, ficou nítido que o Miyazaki botou sua alma ali e abordou os temas que ele queria, diferente de Dark Souls que reaproveitou quase tudo do Demon's Souls. É de longe o jogo mais pesado, principalmente se a pessoa fazer todas as side-quests e os três finais.

De fato, ele é o mais lovecraftiano, mas a temática lovecraftiana não foi introduzida em Bloodborne, foi introduzida em Demon's Souls. Ele se aprofundou mais nisso, mas é apenas um reaproveitamento do que Demon's Souls já havia deixado.

Acho difícil o Miyazaki não ter tido sua visão limitada pela Sony, considerando que era um dos primeiros exclusivos de peso para o PS4 e um título notório. Além disso, o que ele teve em liberdade (se levarmos em consideração a sua suposição), faltou em criatividade, com a completa ausência de twists interessantes para as boss fights e gameplay, como apresentou em Demon's Souls. Novamente, se formos comparar, ele provavelmente teve mais liberdade em DeS, já que o jogo já era considerado uma falha desde o desenvolvimento, então não havia restrição alguma para ele e sua equipe.

O quão pesada a história é também não faz diferença, e as implicações de Bloodborne são tão assustadoras quanto as de seus antecessores. De qualquer forma, ainda se baseia na convenção da série de não ter um final realmente satisfatório.


Duvido que a Sony causou qualquer tipo de limitação, muito pelo contrário. Como eu disse, o jogo é de longe o mais pesado, e historicamente a Sony propicia exclusivos com muita liberdade artística. A Japan Studios atua como apoio nesses casos.

Apesar da temática lovecraftiana ter sido introduzida na obra anterior Demon's Souls, o que é natural para qualquer criador, era um elemento bem mais sutil, o jogo é muito mais dark fantasy medieval. No Bloodborne mergulharam de cabeça no mundo de Lovecraft, era vitoriana e pesadelos. O jogo tem todo o mérito.

E como assim ausência de plot twists? É plot twist em cima de plot twist. O jogo começa parecendo ser uma história vitoriana sobre lobisomens e igreja corrupta, depois se torna um pesadelo com aliens e quando você percebe está matando grávidas de aliens pra impedir o nascimento de um ser superior lovecraftiano.
O último chefe (desconsiderando a Moon Presence) ser o Gehrman me surpreendeu demais.

GrayFox escreveu:
Arthimura escreveu:Em termos de gameplay, o jogo inovou muito, com um gameplay fast-paced que o jogador não joga mais de forma defensiva, ao invés disso é recompensado por ser mais agressivo. Sem falar nas armas de fogo e principalmente nas transformações das armas, que criou todo um leque de possibilidades inéditas e que está servindo de inspiração pro Sekiro, que a prótese do protagonista se transforma em diversas armas.

Esse formato de gameplay fast-paced estava presente nos anteriores, mas estava na opção, que o jogador deveria medir de acordo com a sua habilidade ou estilo: "lutar mais lentamente, mas suportando mais dano x lutar mais rapidamente, mas tomando mais dano", em um sistema tradicional de risco x recompensa. Bloodborne, removendo o escudo e o peso, estimula (para não dizer "força") o jogador a ir com o segundo. Enquanto é mais divertido dessa forma, ainda está retirando parte da profundidade do combate.

Não vejo como as transformações das armas oferecem um "leque de possibilidades inéditas". No geral, varia entre ataque rápido mas fraco e de curto alcance contra ataque lento mas forte e de longo alcance. E só. Boa parte delas, se não todas, são assim. E as armas de fogo funcionam quase todas para fazer parry, e não tem muitas funções além disso.


Não estava não, dava pra ser mais agressivo dentro das mecânicas disponíveis, mas não tinha mecânicas pra favorecer isso, como a recuperação de sangue ao atacar e dashs laterais do Bloodborne. O jogo foi pensado pra criar a experiência de ser um caçador, com toda a parte de agressividade e exploração do sangue que é intrínseca da lore, não faz sentido reclamar que a From Software está saturando e ao mesmo tempo reclamar que não é a mesma experiência dos jogos anteriores.

As transformações oferecem um grande leque de variações sim, pois permitem diferentes abordagens com cada modo da arma, de acordo com a necessidade e distância do inimigo. No Sekiro percebi que isso terá um papel importante, pois o protagonista pode usar o braço como lança-chamas, escudo, machado, etc.

GrayFox escreveu:
Arthimura escreveu:Outro ponto de grande inovação foi as Chalice Dungeons, criaram toda uma mecânica de Dungeons geradas proceduralmente, isso foi muito admirável de uma perspectiva de expansão de conteúdo, a ideia de você saber que o jogo gerou uma Dungeon com base em aleatoriedade que ninguém mais jogou.

...geração procedural é algo amplamente usado em videogames já faz algum tempo. Bem antes de Bloodborne, aliás. E não vejo como isso é bom para as Chalice Dungeons, já que o level design acaba não sendo tão bem pensando quanto poderia, se tivesse sido criado à mão.


Eu sei, devo ter umas 600 horas de Diablo 3, cujo endgame é quase que totalmente baseado em dungeons geradas proceduralmente. Porém ainda assim considero admirável o trabalho que fizeram no Bloodborne.

GrayFox escreveu:
Arthimura escreveu:Pra mim não é mais caprichada de forma alguma, joguei o Demon's Souls e Dark Souls antes de lançar o Dark Souls II, e sempre tive dificuldades de acreditar que o Demon's Souls veio depois, ele é melhor em tudo, praticamente.

O Dark Souls tem bem pouca originalidade, e certamente muito menos que o Bloodborne. O maior mérito é o mapa interconectado que realmente foi único na série. De resto, como eu disse, o jogo reaproveita praticamente tudo do Demon's Souls

Por isso coloquei 'caprichado' entre aspas.

Então, como eu disse, Dark Souls, sendo uma segunda tentativa e uma nova chance de engatar a série, reaproveitou vários dos conceitos de Demon's Souls, já que DeS pertencia à outra empresa e não poderiam partir dali, além de poderem introduzir novos jogadores sem carregar a bagagem de sequência direta. E, mesmo assim, Dark Souls ainda tem parte da originalidade presente em DeS, visível em boss fights como a do Sif e lugares como a Kiln of the First Flame.

Claro, isso não quer dizer que Bloodborne é melhor ou pior que Dark Souls, ou que qualquer outro jogo da série. O ponto é que o que tornou Demon's Souls interessante e inovador foi deixado de lado e agora se tornou rotina, quase que obrigação da série, e nenhum deles emprega o desafio de convenções de game design tradicional tanto quanto DeS.


Não vejo nada demais em Kiln of the First Flame, inclusive pra mim é outra área que demonstra bem o quão rushado o jogo foi no final. A luta contra o Sif pra mim foi normal, o maior impacto é quando você aprende sobre a lore e sua relação com o Artorias, mas a luta mesmo não foi nada tão marcante pra mim.

E eu não acho que quando fizeram o DeS estavam preocupados em quebrar convenções do design tradicional e "lacrar" na indústria, acho que eles só pensaram em quais temas queriam abordar e quais desfechos achavam que seria interessante, e fizeram o jogo de acordo com o que achavam legal. E eles estão fazendo isso até hoje, tanto que pra mim o Bloodborne foi insanamente criativo e uma experiência única.
Avatar do usuário

    • + 0

Mensagempor GrayFox » Qui, 10 Jan 2019, 11:27

Arthimura escreveu:Deve ter feito um final só e nem deve ter jogado a expansão The Old Hunters. Muito menos ter platinado.

Realmente, mas não vejo como isso afeta meus argumentos, considerando que o gameplay não muda de forma alguma ao zerar pela terceira ou quinta vez (além de algumas armas serem disponibilizadas ao matar o Gehrman e o jogo ficar mais difícil, o que não muda o core do gameplay e é algo que também compartilha com seus antecessores).

Arthimura escreveu:E como assim ausência de plot twists? É plot twist em cima de plot twist. O jogo começa parecendo ser uma história vitoriana sobre lobisomens e igreja corrupta, depois se torna um pesadelo com aliens e quando você percebe está matando grávidas de aliens pra impedir o nascimento de um ser superior lovecraftiano.

GrayFox escreveu:Além disso, o que ele teve em liberdade (se levarmos em consideração a sua suposição), faltou em criatividade, com a completa ausência de twists interessantes para as boss fights e gameplay, como apresentou em Demon's Souls.

Se você ler a frase até o final, verá que nem mencionei o plot. Estou falando de twists para o gameplay e desafio às convenções.

Arthimura escreveu:Não estava não, dava pra ser mais agressivo dentro das mecânicas disponíveis, mas não tinha mecânicas pra favorecer isso, como a recuperação de sangue ao atacar e dashs laterais do Bloodborne. O jogo foi pensado pra criar a experiência de ser um caçador, com toda a parte de agressividade e exploração do sangue que é intrínseca da lore, não faz sentido reclamar que a From Software está saturando e ao mesmo tempo reclamar que não é a mesma experiência dos jogos anteriores.

Não estou reclamando de não ser a mesma experiência, estou apontando que o combate é muito mais superficial em Bloodborne, tendo a variedade de opções de gameplay de seus antecessores removidas para se focar unicamente na abordagem agressiva.

Assim, também, como não tinha nenhum incentivo direto a usar magias ou jogar defensivamente nos jogos anteriores. É puramente uma opção que você tem e pode fazer, se achar melhor.

Arthimura escreveu:As transformações oferecem um grande leque de variações sim, pois permitem diferentes abordagens com cada modo da arma, de acordo com a necessidade e distância do inimigo.

Todas elas permitem apenas dois tipos diferentes de abordagens, e são os mesmos dois tipos diferentes para todas as armas. Rapidez mas curto alcance e pouco dano x alcance maior e mais dano mas mais lento.

Arthimura escreveu:Não vejo nada demais em Kiln of the First Flame, inclusive pra mim é outra área que demonstra bem o quão rushado o jogo foi no final. A luta contra o Sif pra mim foi normal, o maior impacto é quando você aprende sobre a lore e sua relação com o Artorias, mas a luta mesmo não foi nada tão marcante pra mim.

A luta contra o Sif desafia a convenção de game design que diz que um chefe tem que ter uma segunda forma mais ameaçadora conforme a luta avança, o que é um elemento comum agora em Soulsbornes (principalmente Bloodborne). Em vez de ficar mais forte, se tornar mais agressivo, mudar seus padrões, ou virar um blob lovecraftiano, ele simplesmente começa a ter dificuldades em te atacar, e fica consideravelmente mais patético, o que faz sentido, porque você bateu nele tanto. Nenhuma boss fight posterior ou antecessor a essa chegou a fazer algo desse jeito, então acaba se destacando comparado ao resto.

A Kiln of the First Flame reproduz um dos antí-climaxes estabelecidos em DeS. Todo aquele build-up para a área final, e quando você chega há apenas cinzas, e nem é uma área particularmente desafiadora. O Gwyn, que na abertura é um fodão todo-poderoso, é um dos chefes mais fáceis do jogo (como o verdadeiro King Allant, em DeS), e você só encontra uma bonfirezinha como a tão celebrada primeira chama.

Acho que você deve entender aonde quero chegar com esses exemplos. São desafios à convenções de game design, que dão uma impressão mais forte no jogador justamente por serem diferentes do resto.

Arthimura escreveu:E eu não acho que quando fizeram o DeS estavam preocupados em quebrar convenções do design tradicional e "lacrar" na indústria, acho que eles só pensaram em quais temas queriam abordar e quais desfechos achavam que seria interessante, e fizeram o jogo de acordo com o que achavam legal. E eles estão fazendo isso até hoje, tanto que pra mim o Bloodborne foi insanamente criativo e uma experiência única.

Nem tanto, todos os chefes de Bloodborne, com exceção de uns três (não contando a DLC, naturalmente), são bestas gigantescas multifásicas que jogam exatamente de acordo com essas convenções de jogos que antes desafiavam. O único mecanicamente diferenciado é o Micolash, que ativamente foge de você (e é uma das lutas destaques de BB).

Talvez não estivessem preocupados em quebrar essas convenções com DeS, mas é evidente que fizeram o que bem queriam, implementando mecânicas e elementos completamente contrárias ao senso comum da época, e até contra-intuitivas para um jogador comum, e seria impossível reproduzir em uma aposta mais arriscada financeiramente.
Avatar do usuário

AnteriorPróximo

Voltar para Outros Consoles

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 7 visitantes