Qual o ultimo jogo que você jogou/está jogando?

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Mensagempor fabuzato » Seg, 25 Jan 2021, 01:19

Com a data de lançamento do Resident Evil Village anunciada resolvi jogar o 7 pra acostumar de novo com a câmera em 1° pessoa que eu tanto odeio, devo dizer que estou dando mais risadas do que se assustando, aquele começo na casa super escura de dia é bem tosco e os Baker com suas frases de filme B são hilários. A ambientação continua tão boa quanto eu me lembro, os puzzle não estão frescos na memória então tá sendo uma delícia.
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Mensagempor Hirga » Seg, 25 Jan 2021, 17:52

Depois de anos, resolvi jogar MAD MAX no PS4.
Que jogo divertido. O mundo aberto, apesar de tecnicamente ser bem "vazio", com pouca vida e poucas estruturas, é mais interessante e elaborado do que muitos jogos mundo-aberto que você vê por aí.

Em paralelo, estou jogando CRASH BANDICOOT N'SANE TRILOGY no Switch.
Completei o 1º Crash e estou no final do 2º.
Havia zerado a coletânea no PS4, em seu lançamento. Tive a oportunidade de comprá-la para Switch, em mídia física, por um preço convidativo. Apesar de eu ter achado um pouco mais "escuro - menos brilho" do que no console da Sony, é um excelente port e não perde em nada para as outras versões.
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Re:

Mensagempor Wolflink » Ter, 26 Jan 2021, 00:09

Hirga escreveu:Depois de anos, resolvi jogar MAD MAX no PS4.
Que jogo divertido. O mundo aberto, apesar de tecnicamente ser bem "vazio", com pouca vida e poucas estruturas, é mais interessante e elaborado do que muitos jogos mundo-aberto que você vê por aí.

Em paralelo, estou jogando CRASH BANDICOOT N'SANE TRILOGY no Switch.
Completei o 1º Crash e estou no final do 2º.
Havia zerado a coletânea no PS4, em seu lançamento. Tive a oportunidade de comprá-la para Switch, em mídia física, por um preço convidativo. Apesar de eu ter achado um pouco mais "escuro - menos brilho" do que no console da Sony, é um excelente port e não perde em nada para as outras versões.



Curti pra caramba o Mad Max. Peguei quando lançou. Perdi algumas belas horas nele.
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Re: Qual o ultimo jogo que você jogou/está jogando?

Mensagempor Robert Prado » Ter, 26 Jan 2021, 07:15

Hirga escreveu:Depois de anos, resolvi jogar MAD MAX no PS4.
Que jogo divertido. O mundo aberto, apesar de tecnicamente ser bem "vazio", com pouca vida e poucas estruturas, é mais interessante e elaborado do que muitos jogos mundo-aberto que você vê por aí.

Em paralelo, estou jogando CRASH BANDICOOT N'SANE TRILOGY no Switch.
Completei o 1º Crash e estou no final do 2º.
Havia zerado a coletânea no PS4, em seu lançamento. Tive a oportunidade de comprá-la para Switch, em mídia física, por um preço convidativo. Apesar de eu ter achado um pouco mais "escuro - menos brilho" do que no console da Sony, é um excelente port e não perde em nada para as outras versões.
Muito bom hehe
Eu conheço diversas pessoas que colocam Mad Max como melhor que MGSTPP (algo que eu duvido fortemente que seja) então preciso visitar esse jogo tb

Atualmente to jogando Pokemon Crystal no GBA, quase 60 horas e indo pro Mt. Silver. Saudades desse tempo que Pokemon tinha uma qualidade tão alta que ninguém botava um defeito se quer.

Ahh, joguei até o primeiro boss do Tokyo Mirage no Switch também, graças a dica do Arthimura foi barato pra um jogo de Switch em mídia física (247), ainda mais exclusivo. É chupinhado de Persona (eles chamam os Personas dos jogos de “Performas”) e isso é ponto suficiente pra que seja um jogo bom. Terminando a dex do Crystal vou voltar firme e forte no TM.


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Re: Qual o ultimo jogo que você jogou/está jogando?

Mensagempor Hirga » Ter, 26 Jan 2021, 10:58

Robert Prado escreveu:Muito bom hehe
Eu conheço diversas pessoas que colocam Mad Max como melhor que MGSTPP (algo que eu duvido fortemente que seja) então preciso visitar esse jogo tb

Atualmente to jogando Pokemon Crystal no GBA, quase 60 horas e indo pro Mt. Silver. Saudades desse tempo que Pokemon tinha uma qualidade tão alta que ninguém botava um defeito se quer.

Ahh, joguei até o primeiro boss do Tokyo Mirage no Switch também, graças a dica do Arthimura foi barato pra um jogo de Switch em mídia física (247), ainda mais exclusivo. É chupinhado de Persona (eles chamam os Personas dos jogos de “Performas”) e isso é ponto suficiente pra que seja um jogo bom. Terminando a dex do Crystal vou voltar firme e forte no TM.

Ahhhh Pokémon Crystal... Para mim, de longe, o melhor jogo da franquia já lançado. Tudo nele se encaixa perfeitamente. Como gostaria que a Nintendo lançasse um remake dele, ao invés de Pear/Diamond, como os rumores vêm dizendo.

Sobre o Mad Max, já joguei em torno de umas 8-10 horas. Posso dizer, com certeza, que o jogo já me divertiu até agora mais do que todo o Cyberpunk 2077 e do que a maioria dos jogos mundo aberto da Ubisoft.
Não cheguei a jogar o último Metal Gear, então não posso fazer essa comparação. Não sou muito fã de jogos stealth.
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Re: Qual o ultimo jogo que você jogou/está jogando?

Mensagempor Arthimura » Dom, 31 Jan 2021, 13:43

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Terminei o Tokyo Mirage Sessions #FE Encore.

Eu gostei bastante, é um RPG japonês sólido e com uma profundidade decente nos combates e no dungeon crawling, e utiliza bem os elementos da franquia Fire Emblem. O jogo tem uma narrativa leve e bem humorada, os personagens são carismáticos e é legal de ver a progressão da história e as interações entre eles. Ter jogado o Fire Emblem: Awakening foi bastante importante para a experiência, pois a maioria dos Mirages dos protagonistas são personagens do Awakening. Acredito que qualquer pessoa consegue aproveitar o jogo, mas quem não jogou o Awakening acaba perdendo parte da ambientação e da personalidade dos Mirages, e se nunca jogou um Fire Emblem pode não apreciar a forma como as mecânicas e elementos gerais da franquia foram adicionados no Tokyo Mirage Sessions #FE.

Eu acho que o jogo não fez muito sucesso porque não existem tantos jogadores de Shin Megami Tensei, Persona e Fire Emblem assim, e se levar em consideração que não basta gostar de uma franquia mas sim da combinação de elementos, fica mais difícil ainda.
Outro ponto também é que tem uma parcela grande dos usuários de Nintendo que não gostam de RPGs, aí o jogo nem existe pra esses. Sem falar na temática de Idols que pode afastar algumas pessoas (deve ter afastado mais fãs de FE do que de SMT/Persona).

A única coisa que eu não gostei que vale a pena citar, é de ter que esquecer uma habilidade para aprender outra nova. Preferiria que as habilidades fossem permanentes e que você pudesse equipá-las, favoreceria bem mais a experimentação. Do jeito que é, tem que ficar farmando materiais pra reforjar as armas, se quiser re-aprender uma habilidade anterior.
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Re: Qual o ultimo jogo que você jogou/está jogando?

Mensagempor lpslucasps » Sáb, 06 Fev 2021, 18:37

Jogos de janeiro + comecinho de fevereiro. Alguns eu comecei em dezembro, então o mês parece bem cheio.

Rocket: Robot on Wheels (N64) | 12:21 | ★★★½
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Zerado em 13/01/2021


Dentre os jogos de plataforma 3D no N64, só perde pra Mario 64.

Impossible Mission II (AMG) | 3:38 | ★★★
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Zerado em 16/01/2021


Lembra um pouco Prince of Persia, mas nem de longe tão bom quanto. Ainda assim, um puzzle-platformer interessante.

Final Fantasy XII (PS2) | 75:00 | ★★★★½
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Zerado em 17/01/2021


A criatividade de Yasumi Matsuno para fazer RPGs com sistemas de combate originais e complexos que se relacionam perfeitamente com sua narrativa e identidade visual não deixa de me surpreender. FFXII é o jogo em que ele se superou em quase todos os aspectos Não é perfeito, a narrativa é um pouco inconsistente (algo compreensível se considerarmos o processo conturbado que foi desenvolver esse game), mas nada que manche o produto final, que é fantástico.

Guacamelee! 2 (PC) | 15:25 | ★★★
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Zerado em 19/01/2021


O primeiro Guacamelee! é uma paródia de Super Metroid que tenta responder à pergunta que ninguém fez: e se Metroid se passasse no México e Samus fosse uma luchadora? Apesar de seguir tão fielmente a estrutura e level design do jogo que o inspirou que beira o plágio, seu visual e bom humor conseguem torná-lo uma obra distinta e divertida. Guacamelee! 2, por outro lado, é uma paródia de si mesmo - dessa vez envolvendo múltiplas timelines do "mexiverso". Enquanto o primeiro game me fez sorrisar um esboço, esse aqui me fez revirar os olhos às vezes. Em compensação, o level design e a progressão estão muito melhores. Nesse o jogo ganhou uma identidade própria, com ação bastante frenética e muitos desafios de platforming dando ritmo à exploração. Quem sabe num possível Guacamelee! 3 o DrinkBox Studios não consegue fazer um game que acerte tanto no tom quanto no gameplay?

Kirby's Adventure (NES) | 4:10 | ★★★
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Zerado em 21/01/2021


Não gostei muito do level design que adora colocar inimigos num curso de colisão com você a todo segundo e nem dos slowdowns frequentes. Mas considerando que é apenas o segundo jogo da série (e o primeiro em que Kirby é capaz de copiar as habilidades de inimigos), faz um bom trabalho.

Kirby Super Star (SNES) | 8:02 | ★★★
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Zerado em 26/01/2021


Tenta fazer o máximo possível com a premissa básica de Kirby, com diversos modos de jogo de gameplay variado, perpassando por metroidvania, luta e, claro, a boa e velha plataforma tradicional. O troco da variedade é uma perda em consistência - principalmente no modo final (Milky Way Wishes), que tem um level design sofrível.

Ultima V: Warriors of Destiny (DOS) | 36:10 | ★★★½
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Zerado em 28/01/2021


Uma sequência digna de Ultima IV, concentrando-se em subverter e questionar o sistema moral que o antecessor tão laboriosamente construiu e melhorando várias de suas mecânicas (especialmente o combate). Quando ele se foca na exploração e interação com personagens, o game realmente brilha. Pena que nos momentos finais, quando você tem que entrar nas dungeons, acaba ficando extremamente maçante, com labirintos insanos e grinding quase obrigatório para sobreviver alguns desafios.

Kirby's Dream Land 3 (SNES) | 6:30 | ★★½
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Zerado em 30/01/2021


Beleza, Kirby é famoso por ser fácil. Mas Dream Land 3 é fácil de dar dó. O level design repetitivo, linear e simplista também não ajuda. Não que o game seja de todo mal - o visual é fantástico e os amigos animais bem bacanas - mas a franquia é capaz de fazer (e fez) coisa muito melhor.

Axiom Verge (PC) | 14:47 | ★★★½
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Zerado em 02/02/2021


Dos metroidvanias indie que joguei, esse é o que consegue emular o espírito do Metroid original mais fielmente. Surpreendentemente, ele faz isso sem perder sua originalidade - principalmente na narrativa excelente e os itens e armas criativos. Minha maior crítica mesmo fica para o abuso de corredores verticais vazios para ligar as salas. Beleza, o Metroid original é a inspiração explícita do game, mas não precisava emular até as coisas ruins dele.
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Mensagempor Mastxadows » Dom, 07 Fev 2021, 00:42

Jogando Werewolf: The Apocalypse - Earthblood, que é mais um caso de a crítica ter odiado e o pessoal na internet ter detestado mas eu to curtido muito.
Sim, é um game nota 6, medíocre, com atuação tosca e com gráficos datados, e é isso mesmo que eu achava que o jogo seria, é um jogo de ação simples e com uma história ok(mas um mundo muito interessante, afinal veio de um rpg de mesa famoso), o combate é simples e esse é um ponto forte pra mim, eu gosto de um jogo mais simples no meio de tantos jogos ultra complexos e cheios de milhares de combinações, e eu comprei o jogo pra matar uma galera enquanto controlo um lobisomem putasso e recebi exatamente isso.


Talvez eu é que tenho um gosto merda, mas eu to me divertindo muito com esse game.
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Mensagempor Arthimura » Sáb, 20 Fev 2021, 07:52

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Terminei o Shin Megami Tensei IV.

Que jogo.

Gostei muito da história e ambientação, e ela fica bem rica devido aos diferentes alinhamentos morais de Chaos, Lawful e Neutral. O fluxo geral do jogo também me agradou bastante, as seções de dungeon crawling são o núcleo do jogo, que são conectadas por momentos um pouco mais calmos de maior desenvolvimento da história.

O jogo é uma lição sobre o que é um bom RPG de turnos. Diferente de alguns RPGs de turno mais rasos, no Shin Megami Tensei IV realmente precisa entender das mecânicas, fundir demônios e criar uma estratégia sólida.

Eu achei que meu playthrough ia acabar caindo no alinhamento de Chaos, pois na maioria das situações eu concordava com o Walter, mas parece que o jogo tem um bom sistema de detectar o alinhamento do jogador, pois acabou caindo na rota Neutral e é o que faz mais sentido pra forma como eu enxergo o universo do Shin Megami Tensei IV.
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Re: Qual o ultimo jogo que você jogou/está jogando?

Mensagempor SuperMarioWorld » Sáb, 27 Fev 2021, 09:26

Dead Rising 4 - Confesso que gostei mais do Dead Rising 3, mas o 4 também é bom.
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Re: Qual o ultimo jogo que você jogou/está jogando?

Mensagempor Hirga » Sáb, 27 Fev 2021, 11:33

SuperMarioWorld escreveu:Dead Rising 4 - Confesso que gostei mais do Dead Rising 3, mas o 4 também é bom.

Realmente o 3 é mais divertido.

Acabei de zerar novamente o Yooka-Laylee and the Impossible Lair, dessa vez no Switch (antes havia zerado no PS4). Que jogo divertido, na moral!

Já no PS4, tentei começar o Concrete Genie (veio na PS Plus de Fevereiro). Joguei por umas 3 horas e não gostei. Aí comecei o Metro 2033 - da coletânia Metro Redux. Esse já é bem mais interessante!
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Mensagempor Mastxadows » Seg, 01 Mar 2021, 22:57

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Terminei a dlc Hivebusters do Gears 5.
Muito boa, uma mini campanha de umas 3 horas, um novo e belo cenário e um bom jeito de mostrar mais dos 3 personagens novos que só tinham parecido numa hq sem graça, e um novo chefe muito legal e divertido de enfrentar.
É muito bom mas muito caro, não vale 100 reais, ainda bem que joguei pelo gamepass que paguei só 5 reais.
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Mensagempor fabuzato » Dom, 07 Mar 2021, 17:36

Donkey Kong Country Returns 3D, já fechei o jogo 200% no Wii U na raça usando o Wii Remote e agora vou pra essa versão que tem controles muito melhores e novas fases :loles:
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SPOILER

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Mensagempor lpslucasps » Seg, 08 Mar 2021, 12:46

Dragon Quest IV: Chapters of the Chosen (Android) | 11/02/2021 | 35:53 | ★★★

A característica mais marcante do game é sua estrutura narrativa: ele é dividido em cinco capítulos, com os quatro primeiros focando-se em um personagem e unindo a história de todos no quinto e último. Isso garante ao game um excelente ritmo — ainda que no finalzinho fique um pouco fadigante, com os inúmeros chefões e dungeons.

Essa estruturação também tem o efeito secundário (que não sei se é intencional ou colateral) de deixar o jogo extremamente acessível. Já que cada capítulo se foca em determinado personagem e cada personagem tem suas peculiaridades, mecânicas novas são introduzidas de forma gradual e isolada. No primeiro capítulo você controla apenas um personagem com foco no combate físico, no segundo você tem uma pequena equipe com uma lutadora, um mago e um clérigo, no terceiro você assume o papel de um mercador que tem que viajar bastante por cidades e comprar/vender itens, etc. No final de tudo, quando todas as linhas narrativas se encontram, o jogador já está com uma party de oito personagens bem versáteis e familiarizado com 1/3 do mundo. O resultado é um excelente jRPG para iniciantes do gênero – sem deixar de entreter veteranos.

Kirby 64: The Crystal Shards (N64) | 14/02/2021 | 5:05 | ★★

Outro Kirby que é "fácil de dar dó". Suas duas características novas (a combinação de poderes e os gráficos 3D) são extremamente subutilizados e o ritmo ainda mais devagar que dos outros games torna a experiência bem entediante.

Loom (DOS) | 16/02/2021 | 2:49 | ★★★★

Não é o melhor jogo da LucasArts (esse seria o clássico The Secret of Monkey Island), mas é certamente o mais lindo. Não me refiro aqui à beleza audiovisual, mas sim artística como um todo. É uma obra com fortíssimo teor autoral, sendo antes de tudo uma forma do Brian Moriarty (designer e roteirista) se expressar. Sendo a expressão artística de um indivíduo específico, não é de se admirar que o resultado seja único mesmo anos depois. Trata-se de um adventure game sem itens, sem inventário, sem árvores de diálogos. Um jogo que mesmo se separando e evitando tudo o que faz do gênero o que é, captura sua essência como ferramenta narrativa por excelência de forma magistral.

Mas para ficar bem claro: audiovisualmente também é uma obra incomparável, e isso considerando não apenas no catálogo da LucasArts. Ouso dizer que ainda não surgiu um exemplo de pixel-art mais incrível que Loom - especialmente a versão EGA, que usa técnicas como dithering e blending de maneira incrível.

Dandara (PC) | 18/02/2021 | 15:36 | ★★★★

Dandara é o melhor jogo brasileiro que já joguei, e também o jogo mais brasileiro que já joguei.

Usar a cultura e folclore brasileiros não é algo novo no mundo dos games, mas os games que joguei que fazem isso sempre dão um tratamento mitológico para esses elementos - eles estão lá para dar aquele toque de originalidade, mas estão distantes da vivência do brasileiro moderno padrão. Não é muito diferente, nesse quesito, da mitologia grega ou nórdica: fascinante e certamente parte da história dos povos que a originaram, mas não parte de nosso cotidiano.

Não há nada de errado com a abordagem mitológica, mas o caminho seguido por Dandara é outro. O uso simbólico da guerreira negra do período colonial pode à primeira vista enganar, mas o jogo quer contar uma história que fale com qualquer brasileiro urbano moderno. Assim sendo, toda a trama se passa em uma urbe brasileira moderna: Belo Horizonte.

Não literalmente, é bom deixar claro. Dandara se passa na cidade de Sal, um lugar mágico e com arquitetura desnorteante que só pode ser trafegado com as habilidades incríveis da heroína. Mas Sal É Belo Horizonte. As ruas, as lojas, as estações abandonadas, até as pichações: tudo é um transplante da Belo Horizonte real, ressignificado e rearticulado para satisfazer essa fantasia urbana sobre liberdade, sonhos e mudança.

Não consigo imaginar um encaixe mais perfeito para essa ambientação do que o gênero de metroidvania. Também não consigo imaginar um complemento melhor do que a original mecânica de movimentação do jogo, em que Dandara navega entre as plataformas saltando e desafiando a gravidade. Sal é desnorteante, caótica e nem sempre faz sentido. É preciso explorar a cidade de ponta a ponta para entendê-la, com caminhos menos óbvios sendo quase sempre os únicos possíveis. Quase sempre seu objetivo é "logo ali" - frase que qualquer mineiro sabe o real significado.

Será que eu gostaria tanto desse jogo se eu não fosse brasileiro e morasse em Belo Horizonte? Provavelmente não. Mas o fato de Dandara se comunicar tão bem com minha realidade e se tornar uma experiência ainda melhor com isso só o torna ainda mais especial.

Kirby: Canvas Curse (NDS) | 19/02/2021 | 3:24 | ★★★½

Facinho e tranquilo como de costume da série, mas sem ofender a inteligência do jogador como Crystal Shard ou Dream Land 3. Usa muito bem a tela de toque e, apesar de poder ser jogado descompromissadamente e não ser muito longo, é lotado de conteúdo extra para quem quiser se dedicar.

Cruise for a Corpse (DOS) | 20/02/2021 | 5:23 | ★★★

Cruise for a Corpse faz algumas coisas muito bem. É um adventure que elimina a famosa sensação de "hum, será que estou no caminho certo?" comum do gênero incorporando a progressão da trama como uma mecânica em si: sempre que você acha um item necessário ou adquire uma informação nova importante, o tempo do jogo avança em incrementos de 10 minutos. A passagem do tempo não serve só para indicar seu progresso no jogo, entretanto. Os personagens mudam de lugar dependendo da hora do dia, com certos eventos só acontecendo em determinados horários. Isso colabora para a sensação de que você está num cruzeiro real, com passageiros aproveitando a viagem a fazendo diversas atividades no decorrer do dia. Auxiliando essas mecânicas interessantes, temos uma interface surpreendentemente moderna e intuitiva para a época, que usa apenas o mouse para interação, deixando de lado as famosas listas de verbos comuns no gênero até fins dos anos 1990.

Sendo um mistério de assassinato, não é de se surpreender que a coleta de informações e a interrogação dos personagens é o grande foco do jogo, com quebra-cabeças ficando no segundo plano. O processo geral é basicamente questionar personagem A, que vai te dizer algo sobre personagem B, que vai te dizer algo sobre C, e assim por diante. Depois de muitas conversas e revelações o mistério começa a tomar forma — e cabe a você, no final de tudo, indicar quem é o assassino.

O que me impede de considerar Cruise for a Corpse um clássico esquecido, antes relegando a ele o posto de um experimento interessante mas falho, é como ele é maçante. Nem sempre as pistas e informações que você coleta são tão óbvias assim, sendo necessário questionar todos os passageiros sobre qualquer nova informação adquirida. Como eles não param quietos no lugar, significa que o jogador tem que visitar todas as salas do navio repetidas vezes até encontrar aquele passageiro específico que vai te dar a informação nova que você precisa — e então repetir o processo de novo e de novo e de novo. Pra piorar, alguns itens essenciais para avançar só aparecem em certas salas depois de determinado horário, então mesmo que um cômodo esteja vazio, você tem que visitá-lo repetidas vezes só para ter certeza que um item importante não apareceu lá.

Bem, pelo menos não tem como seu personagem morrer ou você avançar na trama antes de conseguir os itens/informações necessários, então já é menos estressante que 90% dos adventures da Sierra.

Planet Puzzle League (NDS) | 22/02/2021 | N/A | ★★★

Por "zerado", entenda-se "joguei até o nível mais difícil que consegui e, apesar de que eu provavelmente ainda jogarei mais algumas partidas esporádicas, duvido que vá muito mais longe do que isso".

É um jogo de tile-matching divertido, se encaixando muito bem em numa plataforma portátil e com tela de toque como o NDS. Gosto de como ele inverte a premissa básica de Tetris, com as peças subindo em vez de despencarem do céu. Fora isso, destaque para a primazia áudio-sonora, que é super agradável - nada no nível Lumines ou Tetris Effect, mas distinto o suficiente e com qualidade de sobra se comparado a 90% dos puzzles do gênero.

Gabriel Knight: Sins of the Fathers (DOS) | 26/02/2021 | 9:32 | ★★★★

Quando joguei o remake de Gabriel Knight em 2014, ele imediatamente tomou o posto de melhor point-and-click adventure que já joguei, com sua incrível atmosfera, personagens cativantes e excelente trama. A versão original, de 1993, consegue ser ainda melhor, tendo pixel art primorosa, dublagem fenomenal e puzzles inteligentes e criativos. Um clássico definitivo do gênero.

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Fora isso, entrei numa vibe de graphical adventures em março e comecei os clássicos da Sierra. São jogos curtinhos (alguns dá pra zerar em duas horinhas), que rodam maravilhosamente bem no celular graças ao Scummvm e que são mais focados em narrativa e puzzle, o que é perfeito para mim, já que o ano letivo começou "de verdade" (fato: escolas não funcionam de verdade antes do carnaval, ainda mais em tempos pandêmicos) e o trabalho está apertando.
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Re: Qual o ultimo jogo que você jogou/está jogando?

Mensagempor Hirga » Sex, 12 Mar 2021, 11:35

Zerei recentemente o Daymare 1998 no PS4. É um jogo bem legal, lembrando bastante os Resident Evil antigos. Tem alguns problemas, como excesso de pop-ins, frame-rate um pouco instável, jogabilidade travada e as cutscenes são lamentáveis (graficamente). Porém, ainda assim me diverti com o jogo.

Agora, estou jogando o Spider-Man Miles Morales no PS4 que, diga-se de passagem, está literalmente fritando.
No Switch, estou jogando agora Super Mario 3D World (depois de ter zerado o Bowser's Fury) e também o Gear.Club Unlimited 2 (me surpreendeu que o jogo está em PT-BR).
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