[REVIEW/ARC] Double Dragon

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[REVIEW/ARC] Double Dragon

Mensagempor hayt » Dom, 26 Fev 2017, 18:59

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DOUBLE DRAGON
PRODUTORA: TECHNOS JAPAN/TAITO
LANÇAMENTO: 1987


Imagem Acho que esse soco doeu um pouco. Só acho mesmo...
Double Dragon é um jogo beat’em up lançado em 1987, desenvolvido pela Technos Japan Corporation e distribuído no ocidente pela Taito. O jogo é sucessor do titulo Renegade, também desenvolvido pela Technos, porém inova ao trazer o modo cooperativo e a possibilidade de se tomar armas dos inimigos e matá-lo com a mesma. É considerado como o pai do estilo beat’em up, servido como base para vários outros jogos que vieram a seguir, como Street of Rage, Golden Axe, Final Fighter, Crime Figthers.

As versões caseiras de Double Dragon foram lançadas para vários sistemas, dentre estes: Nintendo Entertainment System, Sega Master System, Atari 2600, Atari 7800, Game Boy, Mega Drive e Atari Lynx. Vários Remakes do jogo foram lançadas, como para o Game Boy Advance (Double Dragon Advance) e Xbox Live (versões em HD do segundo jogo). Além disso, o jogo encontra-se disponível no virtual console, podendo ser jogado no Nintendo Wii (a versão de NES) e Nintendo 3DS (a versão de Gameboy).

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A história de Double Dragon passa-se na Nova Iorque, onde a cidade é dominada por grupos de gangues. Neste contexto aparecem nossos heróis: Billy e Jimmy Lee (visivelmente inspirados em Bruce Lee), irmãos gêmeos e detentores da arte marcial Sosetsuken (conhecido como soco interceptador gêmeo). Certo dia, Marian, a namorada de Billy (ou Jimmy, ou era dos dois? Não sei até hoje. Acho que era um Ménage), é sequestrada pelo grupo Black Warriors, a maior facção criminosa, que praticamente domina a cidade. Em um recado deixado pelos Black Warriors, exigem o conhecimento da técnica Sosetsuken em troca da segurança de Marian. Desta forma, cabe aos irmãos Lee salvar Marian e preservar o conhecimento da técnica marcial. O contexto histórico é bem simples, sendo basicamente uma desculpa para toda *** que rola solta durante o jogo. A história não se desenvolve durante a jogatina, uma característica clássica dos jogos da época.

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Certamente a maior inovação de Double Dragon não está em sua história, mas sim nas novidades que o jogo trouxe. Além da consolidação da vista isométrica em jogos de beat 'em up (que já havia aparecido em Renegade), Double Dragon traz um ótimo modo cooperativo, onde um jogador controla Billy Lee e o outro controla Jimmy Lee. No modo cooperativo, os inimigos aparecem em número dobrado, e dessa forma, a tarefa não será tão facilitada pelo simples fato de ter um companheiro. Além disso, quando se termina o jogo com dois jogadores, eles terão que disputar a mão de Marian (que vadia!)

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Outra inovação de Double Dragon é a presença de armas, que podem ser tiradas dos inimigos e usadas contra eles. Elas são bem variadas indo de facas a dinamites. Além disso, podem-se utilizar itens que estão no cenário contra inimigos, como pedras e barris (embora a pedra quique mais do que bola de basquete. Vai entender esses programadores Japoneses).

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Na versão de fliperama, estão disponíveis três botões: o primeiro é responsável pelo soco, o segundo por chutes e um terceiro responsável por fazer o personagem pular. Os comandos podem ser combinados a fim de executar outros golpes, como: a cotovelada, coice para trás e a voadora. A cotovelada pode ser dada apertando-se ao mesmo tempo pulo e soco. O coice para trás é executado apertando-se pulo e chute ao mesmo tempo. A voadora é realizada apertando-se pulo e a seguir soco (caso a voadora for para direita) ou chute (caso for para esquerda). Além disso, está presente a cabeçada (que mais parece que o jogador está escarando), executadas com dois toques no manche para frente ou para trás.

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Em relação aos comandos, nota-se um dos erros de programação: a cotovelada é extremamente eficiente, sendo abusado pelos jogadores mais experientes, facilitando muito a tarefa de se terminar o jogo. Além de nocautear o inimigo, ela é de fácil execução e fica-se invulnerável durante certos instantes de tempo. Contudo, o coice para trás é pouco eficiente, e raramente acertam-se inimigos com esse golpe.

Existem várias finalizações, que podem ser executadas quando o inimigo está tonto (ou bêbado, ainda não sei). Dentre dessas estão o cruzado de direita, as joelhadas (onde um dos irmãos Lee segura o personagem pelo cabelo do inimigo e aplica-se uma sequencia de joelhadas na cara do mesmo) e o tão famoso arremesso, um dos golpes preferidos pelo pessoal no fliperama (principalmente quando se podia jogar o inimigo em um buraco, matando-o imediatamente), onde joga-se o inimigo por cima do seu ombro.

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Certamente um dos principais reclamações dos jogadores em relação à versão de fliperama de Double Dragon é a constante queda de quadro durante o jogo. Em vários momentos o jogo simplesmente fica bem lento, contudo isto não atrapalha tanto a jogatina, a não se quando se executa uma cabeçada de forma não intencional, o que geralmente resulta em algum inimigo lhe enchendo de ***. Contudo descontos devem ser dados: o hardware da máquina não era muito potente para época e o jogo possui vários detalhes no fundo e alguns momentos vários inimigos na tela.

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Apesar o conjunto de defeitos em relação à jogabilidade (como golpes desbalanceados e as quedas de quadro), os comandos respondem muito rápido e de forma precisa. O sistema de colisão é praticamente perfeito, embora o alcance dos golpes seja mais curto do que coice de burro doente. Além disso, eles são simples e fáceis de serem aprendidos.

Os gráficos de Double Dragon são bem feitos e detalhados. Possuem 384 cores e resolução 256x240, padrões para época. Nota-se claramente uma tendência para sprites mais cartunescos, o que diminui um pouco o sentido "violento" do jogo. Os backgrounds são bem detalhados e bem diversificados, possuindo uma ótima coloração. Os personagens estão bem grandes e possuem uma ótima animação. Contudo, o jogo não roda em tela cheia: nota-se a presença de algumas faixas pretas na tela, contudo elas são bem pequenas e não atrapalha em nada a jogatina (a não ser que você seja um verdadeiro chato).

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O jogo consiste basicamente em quatro missões. A primeira corre nas ruas de Nova Iorque, onde nossos heróis devem dar uns socos no pé do “zovido” alguns inimigos. Além de fácil, o estágio é curto. Possui várias referências e jogos anteriores da Technos, como o próprio Renegade. A segunda missão corre no setor industrial, sendo igualmente fácil a missão anterior. O jogo mostra a sua real dificuldade no terceiro estágio, que passa em uma floresta. Certamente, os jogadores mais antigos ainda guardam alguma mágoa desse estágio, principalmente da parte onde se deve pular a ponte, responsável por metade das minhas fichas do jogo. Além de ser relativamente difícil, esta missão é a mais longa do jogo. Por fim, a quarta missão acontece dentro do quartel general dos Black Warriors e certamente é a missão mais difícil do jogo. Além dos inimigos aos montes, existe um trecho onde deve-se desviar de armadilhas, como os azulejos que se movem e que empurram o jogador e as estátuas de miniaturo que o golpeiam.

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Existem basicamente quatro tipos de capangas que os nossos heróis devem enfrentar ao decorrer do jogo: Williams, Wroper, Linda e Abobo. Como pode-se notar, eles existem em número bem limitado, contudo deve-se entender as limitações da época. Apesar disso, cada um dos capangas possui um desenho bem especifico, sendo facilmente diferenciado em relação aos demais. Um dos personagens mais carismáticos, contudo sempre será o Abobo e suas variações, que embora seja um forte inimigo, sempre são lembradas pelos jogadores de Double Dragon (eu particularmente só conhecia o nome). Na verdade, o Abobo é um verdadeiro malvado, capaz de roubar um doce de uma criança ou falar que o Papai Noel não existe.

A inteligência artificial dos inimigos é bem simples, porém cumpre bem o seu papel. Eles raramente lhe atacam quando você está no chão, contudo fazem de tudo para lhe dar algum golpe por trás. Algumas vezes, eles tentam lhe encurralar, embora seja fácil desviar deles.

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A trilha sonora de Double Dragon é simplesmente sensacional. O jogo possui ótimas músicas de fundo, algumas sendo clássica até hoje, como a do primeiro e segunda missões. Nota-se a presença clara de elementos da música dos anos 80 na trilha sonora do jogo. Particularmente, sou um admirador da música da última missão, que é atualmente a música de toque do meu celular (um Nokia 5130 que tenho desde que entrei na Faculdade a.k.a. Muito Tempo mesmo n.a. - Essa Review é de meados de 2013, mas ainda tenho o meu Nokia 5130 funcional )

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[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=LTFXVk1pb80[/youtube]
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Contudo, não se pode dizer isso dos efeitos sonoros. Apesar dos socos e chutes estarem bem caracterizados, nota-se a ausência de alguns efeitos sonoros. Vamos, pensem comigo: peguem um taco de beisebol e batam na cara de seu amiguinho. Provavelmente irá fazer um barulho um tanto alto, além de que deu amiguinho vai dar um grito bem alto. Bem, em Double Dragon, quando, por exemplo, se atinge um inimigo com um taco de beisebol, não há efeito sonoro algum. Em outros momentos, os efeitos simplesmente somem. Mesmo assim, são pequenos detalhes, que não estragam nenhum pouco a jogatina.

Double Dragon, como pai do estilo beat 'em up, acaba enjoando após um tempo, justamente por seguir a famosa sequência: dê *** em todo mundo da tela até que ele desbloqueie para você continuar e continue dando mais ***. Contudo, devido à extrema diversão que o jogo propicia, principalmente no modo cooperativo, você sempre volta a jogá-lo, principalmente naquela tarde onde você e seu primo não têm nada mais o que fazer. Afinal, já que não podemos sair dando porrada em tudo que vemos pela frente, faremos isso pelo menos no videogames. É praticamente uma terapia...

O fator de replay do jogo, assim como a maioria dos jogos de fliperama, não é tão alto. Quando se jogo de modo cooperativo, isso é bem amenizado, principalmente pelas boas brigas que sempre rolam entre os jogadores (afinal, roubar um item do seu pseudo-amigo é praticamente um crime a nação).

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Mas vamos ao ponto: o jogo é realmente bom? Sim! E como é! Apesar de todos os defeitos (como a má programação), Double Dragon é um clássico e vale a pena ser jogado. Além de apresentar bons gráficos, uma trilha sonora impecável, uma jogabilidade bem ajustada para época é extremamente divertido, principalmente quando se joga acompanhado. Nunca teve o prazer de jogar este clássico? Não perca tempo, certamente não irá se arrepender!
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