A saga Shining - Um dos melhores jogos de RPG para Mega Drive.

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A saga Shining - Um dos melhores jogos de RPG para Mega Drive.

Mensagempor Sonymaster » Qui, 11 Out 2018, 21:34

Shining in the Darkness – Labirintos 3D e alto desafio no primeiro game da série!


“Shining in the Darkness” é o primeiro jogo da cultuada série que marcou os jogadores de Mega Drive durante a década de 90. Lançado em 1991, foi desenvolvido em conjunto pela Sega, Sonic Software Planning (hoje conhecida como Camelot) e a extinta Climax Entertainment.

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No entanto, diferente do gênero RPG tático que fez a série famosa, “Shining in the Darkness” é um “dungeon crawl” em primeira pessoa, termo esse usado para designar jogos de RPG onde o jogador deve explorar labirintos em primeira pessoa, geralmente ambientado em um universo de fantasia, enfrentando criaturas e procurando tesouros escondidos – como os estágios de Phantasy Star do Master System!

“Como estávamos com um orçamento tão apertado, além da programação e gráficos, eu fiz quase todo o trabalho [em Shining in the Darkness]. Eu suponho que o conceito básico para o jogo fosse o ‘realismo’. Eu pensei que seria emocionante se o jogador pudesse realmente viajar para um mundo de fantasia e andar por aí, explorando casas antigas, labirintos e outros lugares“, comentou em entrevistas Hiroyuki Takahashi sobre a produção do game.

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“Foi em essência uma continuação do sentimento de excitação que você teria ao passar pelas masmorras em jogos mais antigos, como o Wizardry. Por ‘realidade’ eu não estou falando sobre o verdadeiro realismo – quero dizer a sensação de que você realmente está progredindo através de locais e labirintos, e a mesma coisa aplicada às batalhas“.

O jogo é ambientado no Reino de Thornwood e começa com o desaparecimento da filha do rei e do pai do personagem principal do jogo, um valente guerreiro chamado Mortred que escoltava a princesa.

É quando surge o feiticeiro Dark Sol, que diz ter raptado a princesa e seu guarda-costas, ameaçando todo o reino. Assim, o protagonista (que é nomeado pelo jogador) é encarregado de encontrar as poderosas Armas da Luz para enfrentar o vilão, enquanto tenta resgatar a princesa e seu próprio pai.

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Para a difícil missão, recebemos uma quantia de 200 ouros, que podem ser gastos para equipar seu personagem no vilarejo próximo – mas não espere comprar muita coisa com essa baixa quantia.

No vilarejo encontramos alguns locais importantes para a manutenção de nosso herói, são eles:

Taverna – Local onde outras pessoas e heróis se reúnem para uma bebidinha e trocar informações (e nem todos muito amigáveis). Fale com todo mundo para ficar por dentro das histórias que ocorrem no universo do jogo. Também é possível alugar um quarto para descansar e assim repor pontos de vida e magia.

Loja de Armas – Além do personagem principal, mais dois farão parte do grupo (Pyra e Milo), cada um com seu estilo de luta e armas – incluindo o uso de magias, coisa que o herói principal não possui. Curiosamente quem atende a loja é Gilius Thunderhead, da série “Golden Axe” – na parede ao lado é até possível ver um desenho dos duendes que fornecem magias no jogo.

Loja de Armaduras – O mesmo vale para os itens de proteção para cada um deles, podendo ser: Armadura, Escudo e Elmo.

Alkemist – Lugar onde é possível comprar itens que não podem faltar em sua aventura como Herbs (recupera porção de vida), Depoison (cura envenenamento), Angel Feather (sai do labirinto e retorna à vila), entre outros.

Templo – Ao morrer em uma partida você será ressuscitado no templo (infinitas vezes). Aqui também é possível curar status negativos como envenenamento e paralisia, reviver companheiros caídos e salvar o jogo. Além disso, neste local também é possível ficar sabendo quantos pontos de experiência faltam para os personagem avançarem para o próximo nível.

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O visual do jogo é muito bacana e merece destaque nos designs artísticos dos personagens e criaturas, que dão todo o tom de fantasia medieval que se encaixa como uma luva para a proposta do game.

Os labirintos 3D em primeira pessoa também impressionam, com visuais detalhados e boas animações, com qualidade geralmente vistas apenas em jogos de computador.

Complementando o pacote temos uma trilha sonora impecável, com melodias empolgantes que combinam com a atmosfera de fantasia do game.

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Vale notar que o game emprestou o sistema de ícones e menus de “Phantasy Star II” (lançado em 1989) e elaborou uma interface suave e dinâmica, tanto para os combates quanto para o gerenciamento de itens e equipamentos.

Mas já deixamos o aviso: o jogo é bem difícil! Apesar de contar com apenas um labirinto, que é dividido em várias áreas enormes e complexas, é bem fácil se perder ou acabar encontrando criaturas muito poderosas quando ainda não é a hora. Na medida em que for avançando no jogo, ganhamos acesso a novas áreas do mapa.

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Se quiser uma experiência bem raiz mesmo, pegue um caderno (de preferência quadriculado) e vá desenhando o mapa, anotando os baús escondidos (vale a pena procurar por eles), chefes, portas trancadas e outras coisas que for encontrando pelo caminho.
Mas, se tiver muita dificuldade em avançar no jogo e está com preguiça de desenhar, existe na internet mapas feitos por fãs que podem ser de grande ajuda.

Como dica inicial já falamos para você subir até cerca do nível 10 no primeiro labirinto e comprar armas e equipamentos melhores antes de enfrentar o primeiro chefão (um caranguejo gigante que está mais ou menos no meio do mapa). Só nisso aí você já vai gastar um bom tempo (e nem adianta tentar a sorte de primeira, pois os status do seu personagem são muito baixos).

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“Shining in the Darkness” é o jogo perfeito para você que gosta de RPGs clássicos, onde é preciso evoluir o personagem do zero, comprar armas e equipamentos, saber usar itens e magias para poder progredir na aventura. Extremamente desafiador, recomendado para quem gosta de aventuras épicas e hardcore ao melhor estilo 16 bits.


Fonte: Blog Tectoy - Shining in the Darkness

Shining Force: O “jogo velho” cheio de carisma


Após o sucesso de Shining in the Darkness, a SEGA deu a missão para os estúdios Sonic Company em parceria com a Climax Entertainment para produzirem mais um episódio da saga Shining. O primeiro game teve investimento pequeno da SEGA, mas rendeu sucesso de público e crítica e os desenvolvedores acreditaram que dessa vez o orçamento seria maior, algo que não ocorreu. A ideia da empresa era repetir o sucesso fazendo o mesmo investimento.

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Mesmo com pouco dinheiro, a equipe se esforçou em levar um produto inovador e diferente dos RPGs da época. Já exploramos com mais detalhes os bastidores em um artigo próprio, mas vale lembrar que o produtor Shugo Takahashi dizia que a maioria dos games deste gênero focam em contar uma história interessante, com gameplay e batalhas em segundo lugar. A ideia de Shining Force é inverter essa lógica.

Diferente de In the Darkness que usava um estilo de RPG em primeira pessoa chamado Dungeon Crawler, o Shining Force veio para ser um RPG tático, sendo uma grande mudança no sistema e justificando o porquê ele não ser chamado de Shining in the Darkness II.

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Ao longo da aventura há 30 personagens recrutáveis, sendo que apenas 12 vão para campo de batalha, e nem todos são obrigatórios. Por ser um RPG tático, a ideia é você ter o seu exército e lutar contra a frota inimiga, andando em um raio pré-determinado, chegando perto do adversário para usar seu ataque, que pode ser uma ofensiva ou então magias, dependendo de quem for.

As habilidades individuais dos personagens também se fazem presentes. O arqueiro, por exemplo, poderá atirar no inimigo de um lugar mais distante, enquanto um pássaro de combate pode voar a áreas inacessíveis como nas montanhas. Além disso, é necessário proteger ao máximo o protagonista, já que se ele morrer, é Game Over.

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Chama a atenção um sistema que tinha tudo para ser complexo acaba funcionando de modo intuitivo e de fácil aprendizado. De quebra, o jogo inova perante os da época ao incorporar elementos de RPG tradicional, incluindo andar em cidades, comprar equipamentos e outros.

A cada rodada em que você ataca o inimigo é adquirido pontos de experiência e com uma determinada quantidade acumulada, o personagem avança de nível, melhorando as habilidades gerais. O interessante é que ao longo da evolução é possível mudá-los de classe, mudando a vestimenta e deixando-os mais fortes.

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Além disso, o jogo é bem feito como um todo: o visual, mesmo não estando entre os melhores do Mega Drive, é competente, com cenários bem detalhados e cenas de luta com visuais bacanas; a história, mesmo bem clichê, funciona para o jogo e é agradável de acompanhar; as músicas também caem bem para a aventura, além de que as lutas são viciantes.

No entanto, há alguns pontos passíveis de crítica. O primeiro é o nível de dificuldade: fácil para os retrogamers. Provavelmente a equipe quis que Shining Force fosse acessível, simplificando controles complexos do gênero e deixando as batalhas relativamente fáceis. Não chega a ser um problema e para os padrões atuais a dificuldade pode ser considerada moderada, mas aqueles que buscam um desafio maior podem acabar se frustrando.

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Além disso, não espere personagens elaborados como um jogo de RPG, sendo que esta era a proposta desde o início. Alguns deles, em especial os extras, aparecem apenas para ajudar na aventura com alguma desculpa que pode soar bem “esfarrapada”. Isso é agravado pela tradução do jogo para o inglês, que omitiu boa parte da premissa do protagonista, tornando a versão japonesa mais rica nesse sentido.

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Também há algumas questões técnicas frutos do baixo orçamento: a maior parte das cidades utilizam os mesmos gráficos, mudando o posicionamento das casas para justificar um novo ambiente; o visual dos ataques são bonitos, mas há poucos quadros de animação e boa parte das lutas se dão no mapa do mundo, apesar de um visível esforço em variar cenários com batalhas em navios, castelos, caverna de gelo etc.

Verdade seja dita: o primeiro Shining Force é um game “idoso”, com todo o aspecto de jogo antigo, tanto na distribuição de cores, nas artes escolhidas, no estilo dos personagens e até mesmo a trilha sonora tem jeito de “jogo velho”, não tendo aspecto atemporal como outros games. Talvez seja isso que o faça charmoso, com atributos que uma antiga geração pode proporcionar.

Por um lado, baixo orçamento, por outro, dedicação dos desenvolvedores em levar uma experiência divertida aos jogadores. Todos esses elementos tornam esta experiência nostálgica e vale a conferida também para aqueles que não têm preconceitos com jogos antigos. Sem dúvidas, um ótimo jogo de RPG tático!

Fonte: Blog Tectoy - Shining Force

Shining Force II – O melhor RPG tático do Mega Drive


Assim como aconteceu com o Shining in The Darkness e o primeiro Force, que já tem análise aqui no blog, Shining Force II recebeu o mesmo baixo investimento da SEGA, só que dessa vez sob uma ameaça: se o jogo não rendesse o mesmo sucesso dos dois anteriores, a empresa iria desativar as atividades do estúdio.

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Com isso, houve forte pressão para a equipe Sonic Software, que dessa vez não contou com a ajuda da Climax Entertainment, para levar um produto de qualidade ao mercado. A ideia para fazer um bom jogo era simples: pegar tudo que o primeiro fez certo e melhorar, corrigindo também os defeitos.

Se no primeiro Shining Force a história foi criticada por ter pouco desenvolvimento, neste a equipe tratou de caprichar mais, mesmo mantendo a premissa básica e clichê de “precisamos salvar a princesa derrotando um vilão malvado que foi libertado acidentalmente”. O modo em que o enredo se desenrola é envolvente, épico com alguns “plot twists” e diálogos memoráveis. Visivelmente, um salto perante o primeiro.

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Desta vez a aventura não é contada em capítulos e Shining Force II é muito maior e mais “livre” para fazer o que quiser, quando quiser, podendo voltar em cidades anteriores, ir em dungeons prévias etc. Justamente por isso, há maiores elementos de exploração, incluindo duas vilas secretas, itens escondidos que podem forjar novos equipamentos e é visível que os desenvolvedores se esforçaram em recompensar o jogador por suas explorações.

De quebra, ele é superior ao primeiro em praticamente tudo: os gráficos tiveram alguma evolução, apesar de seguir um mesmo estilo e ainda não estar (nem de longe) entre os melhores do Mega; as músicas que já eram boas no primeiro, estão melhores aqui; os ataques nas batalhas possuem mais quadros de animação; os personagens são menos estereotipados e genéricos que o primeiro e possuem mais identidade, apesar de continuar bem visível função de cada um apenas olhando para ele; os inimigos estão mais criativos também, com direito a gigantes, fantasmas, demônios etc.

O que chama a atenção quanto ao visual é que as cores estão mais saturadas, que aliado ao estilo artístico e as escolhas na trilha sonora deixam-o com um aspecto mais atemporal quando comparado ao primeiro, que tinha toda a “aura” de jogo antigo.

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Do resto, é tudo que conhecemos no primeiro Force: são novamente 30 personagens, sendo alguns obrigatórios e outros secretos e apenas 12 vão para o campo de batalha; o objetivo é fazer o seu exército lutar contra a frota inimiga, andando em um raio pré-determinado para fazer a ofensiva, curar aliados, soltar magias etc; os personagens permanecem com suas habilidades individuais, ganham experiência e avançam de nível, podendo mudar de classe após certo ponto, mudando sua vestimenta e seu avatar. Os controles se mantêm intuitivos.

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Curioso que o Shining Force II utiliza a mesma fórmula do primeiro de um jeito que até mesmo os defeitos retornam. Aliás, o próprio fato dele não apostar muito em novidades acaba descontando pontos da nota final, já que o game utiliza os mesmos sistemas na íntegra, reforçando a ideia de que os desenvolvedores “jogaram seguro”.

O baixo orçamento ainda é visível, novamente visto nas cidades que, em sua maioria, utilizam os mesmos gráficos e só mudam o posicionamento das casas e dos detalhes para justificar você estar em um novo ambiente, enquanto as animações de batalha melhoraram, especialmente a do protagonista, mas os personagens secundários continuam com poucos frames.

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A dificuldade, mesmo melhor balanceada, continua fácil para os retrogamers. Desta vez há alguns chefes mais “penosos” e que necessitarão de uma boa estratégia para derrotá-los, mas ainda sim, aqueles que procuram um desafio maior podem acabar se frustrando. Para os padrões de hoje, o nível de dificuldade pode ser considerado médio, sem muitos problemas para prosseguir.

Por fim, há repetição de inimigos com diferentes cores para justificar que aquele lá é uma versão mais forte de um adversário prévio. Não chega a ser um problema, mas acaba pecando na variedade.

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Shining Force II é obrigatório aos amantes de RPG tático, e aqueles que querem se aventurar no gênero deveriam dar uma chance de experimentá-lo. Ele não é uma continuação direta do primeiro e, portanto, você pode jogá-lo sem medo de não entender alguma coisa. Divertido do início ao final, ele tem uma significativa legião de fãs até os dias de hoje e é, sem dúvidas, mais um clássico do Mega Drive.

Fonte: Shining Force II
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