Crusader of Centy – O RPG de ação para Mega Drive que transpira criatividade

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Crusader of Centy – O RPG de ação para Mega Drive que transpira criatividade

Mensagempor Sonymaster » Seg, 17 Set 2018, 22:15

Há vários jogos de RPG de ação para o Mega Drive, mas sem dúvidas, três são considerados a “tríade clássica” : “Beyond Oasis”, um dos mais bonitos do Mega e já tem análise aqui no blog; “Landstalker“, que se destaca pela visão isométrica e jogabilidade fluida deixando todo mundo “de queixo caído”; e, sem dúvidas, o nosso escolhido de hoje: “Crusader of Centy“, game desenvolvido pela NexTech.

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Provavelmente, o ponto que mais se destaca em “Crusader of Centy” é a jogabilidade: você deve absorver poderes de diferentes tipos de animais para solucionar qualquer problema que venha a surgir, seja um enigma, um obstáculo, derrota de inimigos ou chefes.

O pinguim dará poderes de gelo, leão dará poderes de fogo e assim vale para outros animais como cachorro, cheeath, dinossauro, pássaro, guaxinim etc. São treze no total, só que é possível combinar dois ao mesmo tempo, e assim, o protagonista tem cerca de trinta habilidades diferentes.



Só que a criatividade não “para por aí”! Cada fase busca a singularidade, seja no cenário em que você deve esperar o vento soprar mais forte para um lado para conseguir “voar” até a plataforma mais distante; a fase de gelo onde o chão escorrega, ou até mesmo minigames de Kart. Os chefes também são variados e criativos, com direito a uma corda com um coração, uma rã gigante egípcia, nota musical dentro de caverna etc.

Outro ponto que chama a atenção é o ritmo que, diferente de outros do gênero, procura ser frenético, sendo mais um ponto de inovação. As sessões de combate, enigmas, exploração, plataforma e diálogos não parecem ser nem demoradas e nem rápidas demais, com ritmo que flui bem, além da jogabilidade fácil e intuitiva.



Há fatores de exploração e, caso você queira completar o jogo em sua totalidade, deverá explorar cada “cantinho do cenário”. Por falar neles, este é mais um ponto que impressiona pela variedade, não só pelos temas que vão desde campos, passando por vulcões e até uma fase no céu, mas também pelo nível de detalhe de cada uma delas: objetos com vários quadros de animação, ótima distribuição de cores, e abusando dos efeitos que o Mega Drive pode fazer.

Por falar em quadros de animação, a NexTech não economizou esforços em enriquece-los, seja com o protagonista Corona carregando seus poderes na espada, tomando distância para pular de uma plataforma a outra, ou cenários que se movimentam. Nada no jogo “fica parado”. Gráficos nota 10!

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Como não dá para acertar em tudo, o “Crusader of Centy” tem alguns tropeços. Sem dúvidas, o maior “deslize” é a história que, para os padrões do gênero, é muito básica. A premissa chega a ser interessante: o protagonista é Corona, um menino de 14 anos que recebe a espada do seu pai e ao se aventurar pelo mundo, encontra uma bruxa que solta um feitiço. A partir desse momento,ele ganha a habilidade de falar com animais, mas perde a capacidade de interagir com os humanos. Ele precisa achar a cura para sua condição.

Não há muito além disso, apesar de ter um ou outro acontecimento. Esse tipo de trama funciona melhor em jogos de plataforma, que só precisam de um pré-texto para ocorrer, mas os jogadores de RPGs estão acostumados a enredos mais complexos, com reviravoltas, mudanças no destino do personagem etc. Ficou devendo.

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Um ponto que é uma “faca de dois gumes” é a trilha sonora. Pelo lado positivo, ela explora bem a capacidade do Mega Drive e tem composições memoráveis e bem “chicletes”, procurando manter o ritmo frenético da aventura e dando identidade ao game. Nota dez. Pelo lado negativo, muitas parecem não combinar com o cenário, sendo um pouco “animadas demais” em alguns momentos, como a fase do vento ou até mesmo a luta contra alguns chefes.

Por fim, outra decisão que também divide opiniões é o nível de dificuldade. Para a época, era bem fácil, pecando pelo pouco desafio. Por outro lado, ele acaba sendo atraente para os novatos e jogadores casuais. Para os padrões de hoje, ele pode ser considerado médio para um jogador comum, mas provavelmente, será bem fácil para os retrogamers.

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Quer saber de uma coisa? Pode pegar o “Crusader of Centy” sem medo que encontrará um ótimo jogo. Excelente em todos os pontos técnicos, jogabilidade de fácil entendimento, e “exalando” criatividade por “todos os poros”, este game é, sem dúvidas, mais um clássico do Mega Drive!

Fonte: Blog Tectoy
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