Paperboy e seu desafio da entrega perfeita de jornais

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Paperboy e seu desafio da entrega perfeita de jornais

Mensagempor Sonymaster » Qua, 10 Out 2018, 22:19

Um emprego comum de crianças e adolescentes, pelo menos nos anos 80 e 90, era o de entregador. Seja de jornais, revistas, pequenas encomendas ou o que mais coubesse na cestinha da bicicleta, era uma maneira que nós, crianças de vinte anos atrás, descolávamos uma grana extra, pra gastar em figurinhas, tazos, ou tubaína.

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E, como este trabalho, apesar de simples, traz no dia a dia muitos desafios, incluindo os temíveis cachorros bravos da vizinhança, a Atari Games (uma nova empresa, que surgiu logo após o crash dos videogames, e a reorganização da marca, feita pela Time Warner), lançou, em 1985, Paperboy. Um “simulador” de entregas de jornais, com todos os temíveis “desafios” das crianças da época.

Lançado primeiro para os arcades, Paperboy te dá o controle sobre um entregador de jornais em uma bicicleta. Sua tarefa é simples: entregar jornais em uma rua típica dos bairros suburbanos dos EUA. E precisa, em uma semana, manter os assinantes felizes, entregando os jornais corretamente nas suas residências. E evitar os problemas cotidianos na rua, evitando cair, o que lhe tira “uma vida”.

Com três dificuldades (Easy Street, Middle Road e Hard Way), você vê, no começo do dia, a rua que precisa fazer o serviço e as casas dos assinantes. Assim, durante o trajeto, também é possível diferenciar os assinantes dos não-assinantes através das cores das casas. Também dá pra perder pontos com os cancelamentos de assinatura, caso você não entregue o jornal, ou erre o alvo e acerte a casa deles, quebrando as janelas. Mas eles podem voltar a assinar, caso o seu próximo dia seja perfeito.

Com visão isométrica, você começa na parte inferior e vai subindo para o final da rua. Dá pra controlar a velocidade da bicicleta, mas só andando para a frente, podendo também guiá-la para a direita ou para a esquerda. De “castigo”, parar sua bicicleta, ou deixá-la devagar demais, pelo menos nos arcades, o jogo te manda um enxame de abelhas.

Você ganha pontos acertando as caixas de correio dos assinantes, e vandalizando não assinantes, jogando o jornal nas janelas. E, como estamos falando de um jogo de arcade, os desafios vão ficando mais complicados com o passar do dia.

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Sabe o assinante que você não entregou o jornal no dia? Pois essa pessoa pode ser vingativa, pois, além de cancelar a assinatura, ainda pode preparar uma armadilha no dia seguinte, para te dar o troco. Isso sem falar que, nas maiores dificuldades, o assinante que tem sua casa vandalizada, sai pra rua atrás de você.

Além de assinantes estressados, também é preciso tomar cuidado com a seguinte “listinha” de perigos urganos. Hidrantes, bueiros, dançarinos de rua, carros, skatistas, bêbados, e carrinhos de controle remoto. E, como se não fosse suficiente, você ainda tem que tomar cuidado com obstáculos bizarros, como tornados, gatos gigantes, e até a morte!

Terminando o dia, uma pista de treino te deixa correr nela para ganhar pontos extras, e lidar melhor com o jogo, sem o medo do game over. E, no próximo dia, tudo de novo, e pior. O desenvolvimento do game teve tanto cuidado em alguns detalhes. Como o jornal de domingo, tradicionalmente mais completo e pesado, ganha propriedades semelhantes em Paperboy, sendo mais difícil acertá-lo nas caixas de correio.

O jogo termina de duas maneiras. Se entregar os jornais corretamente e sobreviver a toda a semana, eventualmente você termina o game e se dá bem. Mas, se vacilar, caindo na rua, você desiste e “pede as contas”. Ou ainda pode ser demitido se, mesmo sem tomar tombos na rua, não entregar os jornais, e fazer com que os assinantes cancelem suas assinaturas pelo vandalismo.

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Através do sucesso dos arcades, uma verdadeira avalanche de Paperboy tomou conta dos consoles e computadores da época. Vale lembrar que a conversão de Paperboy foi o primeiro game desenvolvido nos EUA para o NES. E, além do 8-bit da Nintendo, o Master System também recebeu uma conversão.

Além dos dois 8-bit, o game também saiu, em 1986, para: BBC Micro, Acorn Electron, Commodore 64, Amstrad CPC, ZX Spectrum, Commodore 16, Apple II, e TRS-80 Color Computer. Em 1988, foi a vez do DOS, do Apple IIGS, e do já mencionado NES. Já em 1989, quem recebeu o game foi o Commodore Amiga, e o Atari ST. Em 1990, Master System, Game Boy e o portátil Atari Lynx receberam o game, enquanto Famicom e Mega Drive receberam o jogo em 1991. Já o Mega japonês teve acesso ao game em 1992.

E, mesmo anos depois de seu lançamento, o game seguiu recebendo versões. O Game Boy Color ganhou o seu game em 1999, os celulares com JAVA o receberam em 2005. E o iPhone ganhou uma edição comemorativa, em 2009.

Paperboy, apesar de não ser muito lembrado entre os grandes do videogame, trouxe uma proposta muito diferente, e divertida. Suas muitas conversões fizeram com que o game ganhasse, por isso, bastante popularidade. E, os muitos detalhes no game, como elementos comuns do cotidiano. Em um bairro vivo, típico de muitos filmes que assistimos na infância, deixa tudo mais legal.



Trata-se de um game bastante divertido, e que tem muito desafio para seus jogadores. Temos a ação arcade, que exige dinamismo e pensamento rápido. Mas temos também a estratégia, para conhecer bem a rua, as casas dos assinantes e saber o que fazer com os jornais excedentes. Tudo isso faz dele um game bem divertido e interessante.

Vale um remake? Creio que não. Mas, com certeza, é um jogo que merece estar sempre presente, em coletâneas ou relançamentos, inclusive para smartphones. Pois sim, entregar jornais pode ser algo muito mais divertido. Quando os tombos que você leva na rua, acontecem no videogame.

Fonte: Arkade
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