Platinum Games: a mais valiosa platina do WiiU

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Platinum Games: a mais valiosa platina do WiiU

Mensagempor oshafelp » Dom, 22 Jul 2018, 05:22

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Platinum Games: a mais valiosa platina do WiiU

Um prospecto da parceria Nintendo x Platinum Games


Não é de hoje que o homem, enquanto ser racional, busca trocar opiniões acerca das mais diversas formas de entretenimento, contudo especialmente no que se refere ao âmbito gamer, cada vez mais notamos novas perspectivas e novos jogadores conceituando ideias partidas de generalismos encontrados na internet, os quais declararam o penúltimo console de mesa da Nintendo, o WiiU, como um fracasso, sem se lembrar de que na verdade, mesmo com a baixa vendagem ou pelo foco forçado em gerar lucro sobre títulos de primeira festa (jogos desenvolvidos pela própria Nintendo) ao invés de hardware, o WiiU carregou um acervo que preza por um esmero muito grande em termos de qualidade e direção artística, muitos dos melhores dessa geração em avaliações inclusive.

E, partindo desse pressuposto, a Platinum Games foi contra a maré e demonstrou, através de jogos de temática madura ou cartunesca, um enorme potencial a ser explorado a fim de atender as demandas de um nicho gamer apaixonado não apenas por jogos estereotipados ou categorizados como infantis, mas sim jogos que perfazem a verdadeira essência de jogadores veteranos que prezavam não só pelo enredo, mas por um grau de dificuldade bem executado.

Adiante vamos fomentar um pouco do que foram minhas impressões diante das apostas da Platinum para o polêmico console da mais veterana empresa de videogames do cenário atual.


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2013 - The diplomacy has failed! - The Wonderful 101


União! Poucas foram as vezes na vida que eu vi (ou senti) esse aspecto ser demonstrado de maneira tão majestosa. Assim o é em The Wonderful 101! O game faz, de modo impensável, uma evolução na jogabilidade constante durante o gameplay, do início ao fim, mesclando um carisma único com um enredo invejável. Ouso mais: Essa é a melhor história de invasão alienígena já feita!

Se o objetivo do polêmico diretor Hideki Kamiya era fazer sentir-me dentro do jogo, funcionou. Céus, que poder de imersão! A bravura do líder, a trajetória dos demais protagonistas, a evolução da personalidade dos personagens, o amadurecimento e a moral do trabalho em equipe me fizeram sim me sentir um 101º herói!

É o tipo de história em que você se pega decretando o fracasso da missão, mas se surpreende (toda vez) com a perseverança e superação desse apoteótico time de super heróis. Destaque para um momento em que você deve apertar freneticamente um botão e quando nota a tela, estão todos lá, caricatos, apertando botões desesperadamente contigo, nos levando a acreditar que é realmente sua equipe!

Não há dúvidas, esse é o Kid Icarus: Uprising do WiiU. Tem uma jogabilidade diferenciada (e inovadora) que leva algum tempo pra se adaptar, tem um enredo épico cheio de reviravoltas, carisma e genialidade de personagens, conteúdo e replays gigantescos assim como vendas bem abaixo da grandiosidade do game (uma das maiores injustiças em ambos os casos), essas são só algumas das semelhanças entre os dois games supracitados.

Admiro a ousadia da Platinum Games ao conceber essa obra, pois definitivamente ela não é para massas, é para jogadores de longa data no meio gamer, cheio de referências e estilo. Ora, com um diretor excêntrico assim, não podia se esperar menos, o que eu não esperava em hipótese alguma era que, apesar de expectar que fosse um jogo bem bacana, tornar-se-ia um dos melhores jogos que jogaria em minha vida.


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2014 - Let's dance, boys! - Bayonetta e Bayonetta 2


Se pouco depois do lançamento do WiiU eu tive uma das melhores surpresas dessa minha jornada gamer com The Wonderful 101, repleto de referências a outros games e inovações constantes, eu não imaginaria que no ano seguinte, a Platinum Games poderia me fascinar uma vez mais e de forma ainda mais portentosa. (e isso com a expectativa nas alturas!)

Assim foi, Bayonetta é aquela típica obra em que você se pega querendo destrinchar a história e acaba boquiaberto pelas reviravoltas, se eu opinei que The Wonderful 101 tivera a melhor história de alienígenas, agora afirmo que Bayonetta 1+2, sem dúvida alguma, tem a melhor história de conflito temporal/viagem no tempo.

Como se uma protagonista feminina já não fosse um quebra de paradigmas fantástico, as diversas referências à outras franquias e bom humor são exacerbantes, é incrível como o primeiro título da bruxa é perfeito por si só, mas ainda assim nos transmite a sensação que foi feito já pensando em sua sequência!

Destaque especial pra uma batalha do segundo game, onde você se pega surpreso ao descobrir as verdadeiras motivações do último chefe da primeira iteração da franquia, é realmente assustador como tudo que se segue nas histórias se completa e se encaixa perfeitamente entre os dois jogos, é quase como se fossem uma coisa só, uma obra prima, o ápice da Platinum Games, um dos melhores jogos da história e sim, mais uma vez do mesmo estúdio, meu Game of The Year pessoal do ano supracitado!


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2016 - Uma parceria espacial (e com cauda felpuda) - Star Fox Zero


Após dois títulos de peso em uma plataforma cada dia mais voltada a um nicho específico de fãs, um anúncio veio para martelar de vez a força da parceria da Nintendo com a Platinum Games: Star Fox Zero!

Poucas são as empresas que conseguem obter permissão para trabalhar com propriedades intelectuais da empresa dona do maior ícone dos games, mas após títulos como Hyrule Warriors ou até mesmo a inserção de roupas características da empresa em Tekken Tag Tournament 2, é natural perceber uma evolução no conservadorismo que tanto prejudicou a Nintendo no decorrer dos anos e é claro que uma parceira que se demonstrou tão leal nos últimos anos não ficaria fora disso, sendo convidada a auxiliar na produção de um dos personagens mais requisitados para um revival.

Com uma direção artística remetida ao clássico Star Fox 64 e auxílio de um estúdio que carrega uma atmosfera pesada como a Platinum, com aspectos muitas vezes robóticos e caóticos, é fácil esperar aventuras recheadas de naves gigantescas e inimigos estupidamente fortes em Star Fox Zero, entretanto o que recebemos foi uma reimaginação de momentos do Star Fox original com pouquíssima atualização tecnológica que, mesclada aos controles desengonçados e uma visão de cockpit extremamente limitada, fez do jogo minha primeira experiência traumática com a parceria em tela, não exatamente por ser ruim, mas por falhar em trazer a mesma maestria mostrado nos outros títulos supracitados neste artigo.

A inspiração (e surpresa) ficou para uma espécie de mini-game da franquia: Star Fox Guard (inserido em todas as cópias do Zero), o título apesar de simples, se mostrou assertivo em utilizar o gameplay em duas telas tão prometido nas fases conceituais do falecido WiiU.


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Dias atuais - Bayonetta joins the battle!


Não obstante ao fatídico desempenho encontrado em Star Fox Zero, deixar o ceticismo envolver uma parceria alicerçada em títulos corajosos como a da Nintendo com a Platinum parecia balela e assim o foi, se já haviam indícios de uma nova aproximação entre os dois estúdios, a certeza floresceu com um inesperado anúncio: Bayonetta seria a última personagem jogável em Super Smash Bros for WiiU e Super Smash Bros for 3DS.

Com o lançamento da personagem e seu caloroso acolhimento dentro da comunidade, tivemos o suporte final da Platinum ao WiiU que, somado ao esmero e carisma que só a Nintendo consegue aplicar em um bom game nos fez ter certeza de uma única coisa: o futuro é grandioso e já tem nome: Nintendo Switch!


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