Os 8 Anos de "Metroid: Other M" e Seus Ensinamentos

A historia marcante de Other M e o que se pode tirar dela

A empresa, seus consoles, franquias e personagens.
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Os 8 Anos de "Metroid: Other M" e Seus Ensinamentos

Mensagempor weslleytoni » Sex, 20 Jul 2018, 14:19

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Ao longo de seus 32 anos de história, a série Metroid trouxe consigo diversos games divertidos, enigmáticos e desafiadores. Mas, algo que costuma passar batido para a maioria dos jogadores são os ensinamentos e mensagens que a série traz dentro dos seus jogos, e um dos que podemos destacar nesse aspecto é Metroid: Other M, lançado em 2010 para o Nintendo Wii.

O jogo não foi muito bem aceito por uma parcela dos fãs, que alegavam que a humanização "exagerada" da Samus, protagonista dos jogos da série, deixou a jogatina chata e emotiva. O game é repleto de cutscenes e personagens profundos, e o enredo se desenrola de maneira sutil a medida que se avança no jogo, o que desagradou muita gente.

Porém, muitos fãs (me incluo nessa lista) adoraram e entenderam a mensagem, percebendo assim as questões que o jogo levanta sobre independência, perdas e até mesmo feminismo.


Samus e Adam Malkovich

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Se você jogou Metroid Fusion talvez lembre deste nome. Adam teve sua mente implementada na IA (inteligência artificial) que guia Samus pelo game, que, na ordem cronológica da série, acontece logo depois dos acontecimentos de Other M. Pois bem, em Other M, Adam é líder de uma missão para verificar um sinal de socorro, conhecido no game por "Baby's Cry", e acaba por encontrar Samus, que chega depois dele. Ele se mantém muito ríspido de início, mas após alguns acontecimentos decide permitir que ela o ajude na missão, que toma proporções maiores a cada descoberta.

Samus e Adam tem um passado. Ela já trabalhou para a Federação Galáctica, onde Adam é um comandante. Durante essa época de sua vida, Samus, mesmo tendo algumas objeções sobre as decisões de Adam, o via como um pai e um grande amigo. A mesma dizia que ele era o único que a chamava de "Senhorita" sem parecer desrespeitoso. Por ser agora uma caçadora de recompensas, Adam a trata com bastante frieza, mas isso não quer dizer que ele não gostasse dela, era uma forma de tentar fazer com que ela fosse mais forte.

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Próximo ao final do jogo, ao descobrir um setor com inúmeros Metroids imunes ao congelamento, Adam não vê alternativa a não ser entrar no setor e destruir ao máximo ele, para o mesmo se autodestruir, porém, com ele dentro. Samus tenta impedir, pois não acha justo. No passado, Adam sacrificou o próprio irmão para salvar a vida de 300 pessoas. E, novamente, se sacrificaria pelo bem maior, não permitindo que Samus vá em seu lugar, demonstrando seu afeto por ela e sua coragem.

Evidentemente esse é um grande exemplo de que amor paterno pode existir sobre qualquer um que verdadeiramente tome o papel de pai, e de como, mesmo muitas vezes não entendendo-os ou vice-versa, eles sempre estarão dispostos a se sacrificar pelo nosso bem.


Federação Galáctica e Melissa Bergman (MB)

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Melissa era uma inteligência artificial criada para controlar os Metroids e os Space Pirates. Suas características humanas serviam para que os Metroids que chocassem a reconhecessem como ser vivo e dona, mas, com o tempo, Melissa começou a ter mais que apenas aparências humanas. Adquiriu personalidade, opiniões e vontade própria, o que era inédito para uma IA, sendo logo estudada pelos cientistas da instalação.

O problema, foi que suas opiniões se tornaram comumente contrárias às dos outros cientistas sobre o que fazer com as armas biológicas que estavam sendo criadas lá dentro. Ao mesmo tempo, Melissa se tornou muito próxima de Madeline, uma pesquisadora que a via com muito afeto e de forma mais humana que os outros. Porém, os chefes das instalações decidem reprogramar ela, tirando as características humanas e apagando sua memória. Ao pedir ajuda para Madeline e a mesma não poder ir contra as ordens dadas, Melissa surta, e num acesso de raiva, ordena telepaticamente para todos os Piratas Espaciais atacarem os cientistas, matando assim, quase todos os humanos de toda a nave e planejando um plano para se vingar da Federação Galáctica.

A ambição humana é muito trabalhada nessa parte do enredo, demonstrando até onde eles tiveram que chegar para produzirem armas biológicas para combates, sendo mais frios sobre a vida que até mesmo uma máquina, provando que aquele pensamento filosófico de que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe, nesse aspecto também funciona sobre IAs. Trazendo para a realidade podemos comparar às grandes empresas, que diferentemente do que podem mostrar, não têm nosso bem-estar e proteção como objetivos.


Medo e Feminismo

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Como dito inicialmente, houveram várias críticas por causa da sensibilidade de Samus no jogo, e um instante em que esse aspecto dela é mais marcante é durante os momentos finais do jogo, com o reencontro com Ridley, um dos principais antagonistas da série. Ao vê-lo, samus entra em choque, demorando um pouco para se concentrar para enfrentá-lo, deixando muitos jogadores agoniados e chateados com a fraqueza dela.

Muita gente não conhece a história de Ridley, e não entende o porquê que mesmo aquele não sendo o primeiro encontro com ele, ela ficou tão abalada. A verdade é que Ridley foi o responsável pela morte dos pais de Samus, ele também é o líder dos Piratas Espaciais, e foi destruído pela Samus anteriormente em Super Metroid. Logo, tudo leva a crer que a Federação Galáctica o clonou, e não é de se chocar a reação dela ao rever o velho inimigo. Samus então trava uma batalha contra ele novamente, e mesmo após todos os seus grandes feitos no jogo, alguns jogadores acharam aquela uma samus fraca, emotiva e até mesmo "muito feminina".

Mesmo que nos outros jogos Samus nunca tenha sido "emotiva", o peso psicológico que traz esse jogo é maior que nos anteriores, com a morte do Baby Metroid antecedendo os fatos e a presença de Adam na nave, tratando-a com frieza e fazendo ela relembrar do passado, sendo uma grande injustiça dizer que ela enfraqueceu nesse jogo.
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Uma das pouquissimas protagonistas femininas da atualidade, nossa caçadora de recompensas enfrentou todos os problemas que surgiram no jogo, e não é porque dessa vez foi mostrado tanto a ação que vemos externamente quanto muito do que está por dentro do traje (opiniões, lembranças e sentimentos) que essa Samus não existia antes, isso apenas prova que não precisamos ter um coração de pedra para superarmos nossos desafios.


Considerações Finais

Há outros inúmeros acontecimentos no jogo que tornam a trama interessante, e Metroid Other M é incrível em trazê-los de forma que o jogo não perca sua essência (a exploração, os combates, os upgrades). De certa forma, as tramas e os ensinamentos ajudam e muito a dar mais sentido e emoção para os momentos de batalha, o objetivo deixa de ser simplesmente "destruir para avançar" para algo mais próximo de "vencer para tirar meus colegas de perigo e avançar mais forte", sendo bem mais incentivador e menos monótono.

Meio incompreendido em sua época, se tivesse sido lançado hoje em dia talvez tivesse sido melhor recebido pelos fãs. Completando 8 anos em agosto desse ano (2018), se você gostar de bons enredos e doses de ação, com certeza ainda vale super a pena jogá-lo e apreciar toda essa história de perto, além de aprender, se divertir e quem sabe se emocionar com esse jogo incrível.

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Referências
http://metroid.wikia.com/wiki/Metroid_Wiki (18/07/2018)


Por Antonio W. B. Benedito
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Mensagempor Dudzeira » Sex, 20 Jul 2018, 14:30

Achei a trama desse game um dos principais motivos de considera-lo como um jogo memorável. E QUE GRÁFICOS SÃO AQUELES AMIGO.

Ao meu ver essa insatisfação é coisa de hater mesmo. Não tem sentido!
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Re:

Mensagempor weslleytoni » Sex, 20 Jul 2018, 14:39

Dudzeira escreveu:Achei a trama desse game um dos principais motivos de considera-lo como um jogo memorável. E QUE GRÁFICOS SÃO AQUELES AMIGO.

Ao meu ver essa insatisfação é coisa de hater mesmo. Não tem sentido!


Não tem gráficos melhores pro Wii, e o uso do controle foi tão perfeito, bateu uma saudade imensa escrevendo isso! Espero que portem pro Switch.
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Re:

Mensagempor Leh » Sex, 20 Jul 2018, 15:56

Dudzeira escreveu:Ao meu ver essa insatisfação é coisa de hater mesmo. Não tem sentido!

. Não imagino que seja coisa de hater, por exemplo, eu gosto muito de Metroid, um dos meus jogos favoritos é Metroid Prime, mas eu não gosto tanto de Other M. A parte de gameplay eu não discuto, porque gostar disso é bem subjetivo. Eu gosto muito da jogabilidade do jogo aliás, eu terminei Other M no Hard e para mim foi uma experiência até prazerosa.

. Mas a história de Metroid: Other M não é boa, e não acredito que isso seja motivo de opinião, porque acho que ela não se sustenta em nenhuma análise crítica. Existem pontos da história que se contradizem com outros Metroid e outras partes que contradizem com a própria história de Other M, que inclusive deixa a história toda do jogo inviável.

. Outra coisa, isso de humanizar a Samus poderia ser feito de forma bem melhor que destruindo o que a personagem dela havia estabelecido nos jogos anteriores. Ela com medo de Ridley na narrativa de Other M faz pouco sentido, já que considerando os jogos anteriores, ela já tinha enfrentado ele diversas vezes, como em Zero Mission, em Metroid Prime, em Metroid Prime 3: Corruption e em Super Metroid.

. E Samus não supera desafios em Other M, ela termina a mesma personagem que começou, sem nenhuma evolução. Ela começa sendo uma personagem que não aceita realizar sacrifícios em prol dos outros, como no caso do irmão do Adam e quando um evento similar como esse acontece, novamente a Samus mostra que não aprendeu nada, recusando o sacrifício de Adam.

. Ela sequer é personagem chave da história do próprio jogo dela, todas as ações que causam impactos na história não foram por causa dela, as únicas coisas revelantes que ela faz para a história são abrir uma porta para a 07th Platoon e derrotar a Queen Metroid. Anthony que resolve uma parte crucial da história, que é impedir que a Madeline Bergman de ser executada pela Galact Federation e o mesmo alterou o curso da Bottle Ship, que estava em rota de colisão com uma colônia de seres humanos. Anthony que se dependesse somente da Samus, estaria morto, já que a mesma sequer conseguiu defendê-lo, apenas ficou paralisada de medo.

. A história de Other M ao meu ver, parece mais uma gozação para uma franquia como Metroid, eu não digo que odeio o jogo, eu gosto muito da gameplay, eu já terminei ele várias vezes, mas não acho que a história dele tenha algo para ensinar, talvez os ensinamentos de Other M sejam mais relacionados sobre o que não deve ser feito em uma narrativa.
Editado pela última vez por Leh em Sex, 20 Jul 2018, 16:25, em um total de 2 vezes.
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Mensagempor Pedrock » Sex, 20 Jul 2018, 16:10

Assim como a Leh, Metroid Prime é meu jogo favorito. Já fui hater de Other M, ironicamente antes de jogá-lo. Porém logo depois do meu primeiro gameplay no ano passado eu não achei uma experiência ruim. O jogo tem um gameplay... interessante, mesmo sendo um jogo 3D jogado pelo d-pad, em conceito isso deveria atrapalhar muito e fazer o jogo ter uma movimentação completamente bizarra, mas quado eu joguei, não me atrapalhou muito, visto que grande parte do jogo consiste de corredores retos e curvas de 90º. Porém as partes de utilização de mísseis em bosses se mostraram completamente inviáveis por interromper completamente o pacing do jogo, que por si só já é bem mais fast-paced que os jogos da trilogia Prime.

Gosto do jogo por trazer um estilo mais próximo do gameplay dos jogos 2D, inclusive trazendo o Screw Attack a uma forma mais interessante de ser usada do que na trilogia Prime, e o Speed Booster que finalmente retornou.

Mas olha, a história do jogo... não dá pra defender. Pra começo de tudo o plot é reciclado de Fusion, a trama do deleter eu nem consegui entender o motivo de existir de tão irrelevante que é, a Samus não conquista nada no decorrer do jogo (Ridley morto pela Queen Metroid, Adam elimina o setor 0 junto com os Metroids, MB não é morta pela Samus, Anthony é o principal personagem que a faz derrotar a Queen Metroid). No fim do jogo a Samus não conquista nada, nada de interessante é revelado, nenhum plot-twist é interessante... nada acontece.

Mesmo de um ponto de vista de gameplay algumas coisas são desinteressantes, o pixel-hunt que o jogo possui é absolutamente estressante, desativar algumas seções de "salas virtuais" pra revelar a forma real da sala é estressante também, como dito anteriormente o uso de mísseis é completamente inviável em confronto, e o jogo não te avisa de como matar a Queen Metroid porque você nunca usou o item anteriormente no jogo inteiro, imaginando que os jogadores que jogaram o jogo na época teriam também jogado Metroid II (o jogo mais impopular da série) e assim teriam uma ideia de como matá-la.

Me perdoe mas acho muito estranho você usar o termo feminismo no seu texto. Em Other M a Samus está recebendo ordens de um homem que nem sequer mostra algum sinal de interesse pelos eventos que ocorrem no jogo ou com ela própria, visto que ele a deixou correr por um setor que simula Norfair, umas das regiões mais quentes do jogo, recebendo dano o tempo todo sem a Varia Suit, que ele deveria autorizar, ou atira primeiro na própria Samus ao invés de congelar o Metroid que estava flutuando acima dela. Aliás, essas cenas são uma das mais problemáticas do jogo pra mim, e não a cena do Ridley, que de certa forma faz sentido se considerarmos que Ridley morreu oficialmente em Super Metroid (mesmo com os fãs tendo que inventar que a Samus sofre de PSTD pra fazê-la ter sentido).

Ainda acho um absurdo uma personagem que destruiu uma base dos Space Pirates duas vezes, explodiu Zebes, se deixou corromper e enfrentou inimigos injetados com a substância mais radioativa do universo (Phazon), viajou através de dimensões por pura bondade pra ajudar os Luminoth, precise de autorização pra usar seus equipamentos como se fosse uma criança de 10 anos. De um ponto de vista de gameplay poderia ser interessante, mas não é algo que faz sentido.

Gosto de Other M, admito que a revelação de Prime 4 e Samus Returns ano passado me fizeram "perdoar" o jogo em alguns aspectos, mas o jogo realmente tem problemas que não podem ser ignorados.
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Mensagempor Wolflink » Sex, 20 Jul 2018, 16:12

Eu gosto do gameplay do jogo, gráficos tbm, porem Samus pau mandado nunca foi o forte da serie. Ponto final.
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Mensagempor weslleytoni » Sex, 20 Jul 2018, 16:36

Pedrock escreveu:
Ainda acho um absurdo uma personagem que destruiu uma base dos Space Pirates duas vezes, explodiu Zebes, se deixou corromper e enfrentou inimigos injetados com a substância mais radioativa do universo (Phazon), viajou através de dimensões por pura bondade pra ajudar os Luminoth, precise de autorização pra usar seus equipamentos como se fosse uma criança de 10 anos. De um ponto de vista de gameplay poderia ser interessante, mas não é algo que faz sentido.

Ele era ex-comandante dela, e tinha uma relação de paternidade, não era qualquer um dando-lhe ordens, ela tinha realmente um respeito por ele. Foi uma condição dada por ele ela só usar o que ele permitisse para participar da investigação, e ela por querer tanto ajudar, cedeu.
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Mensagempor Prinny » Sex, 20 Jul 2018, 16:42

weslleytoni escreveu:
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Ainda acho um absurdo uma personagem que destruiu uma base dos Space Pirates duas vezes, explodiu Zebes, se deixou corromper e enfrentou inimigos injetados com a substância mais radioativa do universo (Phazon), viajou através de dimensões por pura bondade pra ajudar os Luminoth, precise de autorização pra usar seus equipamentos como se fosse uma criança de 10 anos. De um ponto de vista de gameplay poderia ser interessante, mas não é algo que faz sentido.

Ele era ex-comandante dela, e tinha uma relação de paternidade, não era qualquer um dando-lhe ordens, ela tinha realmente um respeito por ele. Foi uma condição dada por ele ela só usar o que ele permitisse para participar da investigação, e ela por querer tanto ajudar, cedeu.


Mas...porque ele impôs essa condição? Qual é o sentido? Afinal, é algo que ameaça a vida da Samus.
E ela ter uma relação de paternidade com ele não é uma justificativa. Não mostra que ela gosta dele, mostra que é submissa.
Um exemplo, se alguém que você gosta te mandasse correr em um local que pode te matar sem proteção, você obedeceria essa ordem só porque gosta da pessoa? -q
É algo que vai além de acatar ordens, ou fazer algo por alguém que você gosta.
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Mensagempor weslleytoni » Sex, 20 Jul 2018, 16:57

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Pedrock escreveu:
Ainda acho um absurdo uma personagem que destruiu uma base dos Space Pirates duas vezes, explodiu Zebes, se deixou corromper e enfrentou inimigos injetados com a substância mais radioativa do universo (Phazon), viajou através de dimensões por pura bondade pra ajudar os Luminoth, precise de autorização pra usar seus equipamentos como se fosse uma criança de 10 anos. De um ponto de vista de gameplay poderia ser interessante, mas não é algo que faz sentido.

Ele era ex-comandante dela, e tinha uma relação de paternidade, não era qualquer um dando-lhe ordens, ela tinha realmente um respeito por ele. Foi uma condição dada por ele ela só usar o que ele permitisse para participar da investigação, e ela por querer tanto ajudar, cedeu.

Um exemplo, se alguém que você gosta te mandasse correr em um local que pode te matar sem proteção, você obedeceria essa ordem só porque gosta da pessoa? -q
É algo que vai além de acatar ordens, ou fazer algo por alguém que você gosta.

Ela é uma caçadora de recompensas e não mais do pelotão dele, logo ele quis tirar a independência dela pra igualar ela à submissão dos seus outros soldados. E ele sempre libera as coisas que ela precisa de acordo com a necessidade. Não é que ele queira colocá-la em perigo, acho que só quis mostrar que se ela realmente quisesse ajudar, teria que ser do jeito dele, pois ele era o líder daquela missão que ela queria se intrometer.
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Mensagempor Prinny » Sex, 20 Jul 2018, 17:06

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Ainda acho um absurdo uma personagem que destruiu uma base dos Space Pirates duas vezes, explodiu Zebes, se deixou corromper e enfrentou inimigos injetados com a substância mais radioativa do universo (Phazon), viajou através de dimensões por pura bondade pra ajudar os Luminoth, precise de autorização pra usar seus equipamentos como se fosse uma criança de 10 anos. De um ponto de vista de gameplay poderia ser interessante, mas não é algo que faz sentido.

Ele era ex-comandante dela, e tinha uma relação de paternidade, não era qualquer um dando-lhe ordens, ela tinha realmente um respeito por ele. Foi uma condição dada por ele ela só usar o que ele permitisse para participar da investigação, e ela por querer tanto ajudar, cedeu.

Um exemplo, se alguém que você gosta te mandasse correr em um local que pode te matar sem proteção, você obedeceria essa ordem só porque gosta da pessoa? -q
É algo que vai além de acatar ordens, ou fazer algo por alguém que você gosta.

Ela é uma caçadora de recompensas e não mais do pelotão dele, logo ele quis tirar a independência dela pra igualar ela à submissão dos seus outros soldados. E ele sempre libera as coisas que ela precisa de acordo com a necessidade. Não é que ele queira colocá-la em perigo, acho que só quis mostrar que se ela realmente quisesse ajudar, teria que ser do jeito dele, pois ele era o líder daquela missão que ela queria se intrometer.


Olha não é bem quando ela precisa não, como já falaram antes Adam fez ela correr por um setor que arriscaria a vida dela sem que ela usasse a Varia Suit. É quase como se ele quisesse que ela corresse perigo apenas pra mostrar "hey, eu tenho mais poder que você hahaha".
Eu não acho isso uma relação bem saudável não -q Só mostra que Adam é um personagem frio em relação a ela e que quer demonstrar o quanto ele tem poder sobre ela. O que...não é muito legal de ter em uma relação "paternal" -q
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Mensagempor Pedrock » Sex, 20 Jul 2018, 17:12

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Ainda acho um absurdo uma personagem que destruiu uma base dos Space Pirates duas vezes, explodiu Zebes, se deixou corromper e enfrentou inimigos injetados com a substância mais radioativa do universo (Phazon), viajou através de dimensões por pura bondade pra ajudar os Luminoth, precise de autorização pra usar seus equipamentos como se fosse uma criança de 10 anos. De um ponto de vista de gameplay poderia ser interessante, mas não é algo que faz sentido.

Ele era ex-comandante dela, e tinha uma relação de paternidade, não era qualquer um dando-lhe ordens, ela tinha realmente um respeito por ele. Foi uma condição dada por ele ela só usar o que ele permitisse para participar da investigação, e ela por querer tanto ajudar, cedeu.

Um exemplo, se alguém que você gosta te mandasse correr em um local que pode te matar sem proteção, você obedeceria essa ordem só porque gosta da pessoa? -q
É algo que vai além de acatar ordens, ou fazer algo por alguém que você gosta.

Ela é uma caçadora de recompensas e não mais do pelotão dele, logo ele quis tirar a independência dela pra igualar ela à submissão dos seus outros soldados. E ele sempre libera as coisas que ela precisa de acordo com a necessidade. Não é que ele queira colocá-la em perigo, acho que só quis mostrar que se ela realmente quisesse ajudar, teria que ser do jeito dele, pois ele era o líder daquela missão que ela queria se intrometer.

Então você acha justo a Samus percorrer quase todo o Setor 3 sem o Adam autorizar a Varia Suit, enquanto ela recebe dano o tempo todo?
Essa é uma das coisas que destroem o Adam em Other M. Fusion dava a impressão dele ser uma pessoa muito justa, interessante e bondosa, mas Other M joga tudo isso pela janela, tudo que ele faz, toda a frieza, desrespeito e desinteresse com a Samus nesse jogo me faz simplismente pensar que foi um infortúnio a Samus ter o conhecido.
Não que eu ache que ele deva ser super legal e descontraído, eles estão no meio de uma missão importante. Aí eu me lembro do Admiral Dane de Metroid Prime 3 (que tecnicamente estão numa missão muito mais importante que o que ocorre no plot de Other M) consegue ser um personagem tão mais amigável e fácil de se adquirir respeito por ele. Me pergunto como acharam a caracterização do Adam interessante.
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Re: Re:

Mensagempor weslleytoni » Sex, 20 Jul 2018, 17:14

Prinny escreveu:
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Ainda acho um absurdo uma personagem que destruiu uma base dos Space Pirates duas vezes, explodiu Zebes, se deixou corromper e enfrentou inimigos injetados com a substância mais radioativa do universo (Phazon), viajou através de dimensões por pura bondade pra ajudar os Luminoth, precise de autorização pra usar seus equipamentos como se fosse uma criança de 10 anos. De um ponto de vista de gameplay poderia ser interessante, mas não é algo que faz sentido.

Ele era ex-comandante dela, e tinha uma relação de paternidade, não era qualquer um dando-lhe ordens, ela tinha realmente um respeito por ele. Foi uma condição dada por ele ela só usar o que ele permitisse para participar da investigação, e ela por querer tanto ajudar, cedeu.

Um exemplo, se alguém que você gosta te mandasse correr em um local que pode te matar sem proteção, você obedeceria essa ordem só porque gosta da pessoa? -q
É algo que vai além de acatar ordens, ou fazer algo por alguém que você gosta.

Ela é uma caçadora de recompensas e não mais do pelotão dele, logo ele quis tirar a independência dela pra igualar ela à submissão dos seus outros soldados. E ele sempre libera as coisas que ela precisa de acordo com a necessidade. Não é que ele queira colocá-la em perigo, acho que só quis mostrar que se ela realmente quisesse ajudar, teria que ser do jeito dele, pois ele era o líder daquela missão que ela queria se intrometer.


Olha não é bem quando ela precisa não, como já falaram antes Adam fez ela correr por um setor que arriscaria a vida dela sem que ela usasse a Varia Suit. É quase como se ele quisesse que ela corresse perigo apenas pra mostrar "hey, eu tenho mais poder que você hahaha".
Eu não acho isso uma relação bem saudável não -q Só mostra que Adam é um personagem frio em relação a ela e que quer demonstrar o quanto ele tem poder sobre ela. O que...não é muito legal de ter em uma relação "paternal" -q

Kkkkkkkk acho que isso tenha sido realmente complicado de entender, talvez ele só quisesse ver o quão forte ela ficou após o afastamento, acho que brincar com ela não, nem cara de quem brinca ele tem, e se ele ligasse tão pouco pra ela ou se achasse muito mais importante que ela, não teria se sacrificado... É meio complicado eu sei
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Re: Re:

Mensagempor Leh » Sex, 20 Jul 2018, 17:15

weslleytoni escreveu:Ela é uma caçadora de recompensas e não mais do pelotão dele, logo ele quis tirar a independência dela pra igualar ela à submissão dos seus outros soldados. E ele sempre libera as coisas que ela precisa de acordo com a necessidade. Não é que ele queira colocá-la em perigo, acho que só quis mostrar que se ela realmente quisesse ajudar, teria que ser do jeito dele, pois ele era o líder daquela missão que ela queria se intrometer.

. Esse argumento é falacioso e já foi provado que não existe nenhuma relação de tentativa de igualar a submissão da Samus para outros soldados. Adam desde o começo do jogo, autoriza os soldados da Platoon 07 usar armas congelantes por exemplo, enquanto a Samus só teve autorização de usar o Ice Beam muito tempo depois. Sem contar que quando o Adam deu a missão de explorar a Bottle Ship, também desde o princípio autorizou o Anthony de usar a arma de plasma dele, situação que a Samus também não pode igualar, porque ela não foi autorizada de usar o Plasma Beam dela. Isso sem contar que um dos soldados da Platoon 07 foi direto para a Pirosfera, o local mais quente do jogo, mostrando que existe uma possibilidade do esquadrão ter proteção térmica, novamente algo que a Samus não foi autorizada de ter.

. Essas situações de Power-Up faz muito sentido no contexto de gameplay, mas absolutamente nada em história, o que é exatamente criticado aqui.
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Re: Re:

Mensagempor weslleytoni » Sex, 20 Jul 2018, 17:23

Leh escreveu:
weslleytoni escreveu:Ela é uma caçadora de recompensas e não mais do pelotão dele, logo ele quis tirar a independência dela pra igualar ela à submissão dos seus outros soldados. E ele sempre libera as coisas que ela precisa de acordo com a necessidade. Não é que ele queira colocá-la em perigo, acho que só quis mostrar que se ela realmente quisesse ajudar, teria que ser do jeito dele, pois ele era o líder daquela missão que ela queria se intrometer.

. Esse argumento é falacioso e já foi provado que não existe nenhuma relação de tentativa de igualar a submissão da Samus para outros soldados. Adam desde o começo do jogo, autoriza os soldados da Platoon 07 usar armas congelantes por exemplo, enquanto a Samus só teve autorização de usar o Ice Beam muito tempo depois. Sem contar que quando o Adam deu a missão de explorar a Bottle Ship, também desde o princípio autorizou o Anthony de usar a arma de plasma dele, situação que a Samus também não pode igualar, porque ela não foi autorizada de usar o Plasma Beam dela. Isso sem contar que um dos soldados da Platoon 07 foi direto para a Pirosfera, o local mais quente do jogo, mostrando que existe uma possibilidade do esquadrão ter proteção térmica, novamente algo que a Samus não foi autorizada de ter.

. Essas situações de Power-Up faz muito sentido no contexto de gameplay, mas absolutamente nada em história, o que é exatamente criticado aqui.

Realmente o Adam na parte de liberar os recursos não faz todo sentido, mas talvez tenha sido assim para dar mais desafio ao gameplay, pois não acho que ele não gostasse dela, muito menos quisesse fazê-la sofrer. A paternidade que citei no tópico é relacionado ao passado dos dois, dela ser órfã e vê-lo como grande amigo e muitas vezes como figura paterna, e no fim ele ter destruído os Metroids e poupado a vida dela
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Mensagempor weslleytoni » Qua, 01 Ago 2018, 00:05

É isto, vi que tem outros artigos ótimos postados, to muito ansioso e nervoso pois alguns estão muito bons haha! Sorte a todos!
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