Videogames de mesa não será mais necessário. Agora o futuro será jogos via Streaming.

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Videogames de mesa não será mais necessário. Agora o futuro será jogos via Streaming.

Mensagempor Sonymaster » Sex, 25 Mai 2018, 23:06

O anúncio de “Resident Evil 7: Cloud Edition” para o Nintendo Switch foi certamente inesperado. Lançado hoje, no Japão, trata-se de uma versão do game que não roda nativamente no console, e sim através de streaming.

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Uma outra máquina fica responsável por fazer todo o processamento do jogo, enquanto que o videogame apenas recebe o sinal de vídeo e envia os comandos do jogador, que são reproduzidos remotamente, pela internet.

Vale dizer que este não é o primeiro jogo a chegar ao console da Nintendo desta forma. “Phantasy Star Online 2: Cloud” funciona da mesma maneira, com a grande vantagem de não exigir o download do jogo ou de suas atualizações. Levando em conta que o Switch, por padrão, não possui muito armazenamento disponível, é uma boa jogada.

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Muitos apontam que, sem a necessidade de um aparelho robusto, os games se tornariam acessíveis a um público muito maior, e que este será o próximo passo da indústria. Entretanto, diversas limitações técnicas, o mercado de hardware e as exigências dos próprios jogadores mostram o contrário. Games via streaming são o futuro?

O conceito não é tão recente assim. Demonstrações e pesquisas na área datam da virada do século, enquanto que o primeiro serviço de games via streaming a ganhar destaque foi o OnLive, em 2010. O serviço funcionava através de um aplicativo para PCs, dispositivos móveis e smart TVs, exigindo apenas uma conexão a internet de, no mínimo, 2Mbps. Cada jogo era comprado ou alugado individualmente.

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Entre suas vantagens, possibilitava o teste de boa parte dos jogos gratuitamente, gravação de gameplays através do próprio aplicativo e um modo espectador, que permitia assistir a jogatina de outras pessoas.

Até lançaram uma espécie de console próprio, o OnLive Game System, um pequeno aparelho capaz de processar o streaming, feito para ser utilizado na sala de estar acompanhado de um controle de videogame.

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Recebido de forma mista, o serviço foi descontinuado em 2015, logo após a compra de suas patentes pela Sony Computer Entertainment. Guarde esta informação, pois a companhia japonesa tem um papel importante no segmento, como veremos a seguir.

Outra empresa notável no ramo é a Gaikai, que entre 2010 e 2012, ofereceu um serviço semelhante ao da OnLive, com o diferencial de não exigir um aplicativo próprio, funcionando até mesmo em janelas embutidas em sites e redes sociais, como o Facebook.

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Assim como sua concorrente, foi adquirida pela Sony, que incorporou sua infraestrutura em alguns recursos e serviços da família PlayStation. Entre eles, o Remote Play, que permite jogar títulos do PS4 em um PS Vita através da rede local; e o Share Play, que possibilita “passar o controle” a um amigo remotamente.

Além de, claro, o PlayStation Now, serviço de streaming de jogos da companhia. Oferece um amplo catálogo de títulos, multiplataforma e exclusivos, através de uma assinatura mensal ou trimestral. Disponível no PS4 e PC, está ativo desde 2014, mas apenas nos EUA e Europa.

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Vale menção também ao GeForce NOW, iniciativa da Nvidia que funciona de maneira bem semelhante para PCs e dispositivos da família Shield. São apenas alguns exemplos de empresas e produtos que até conseguiram viabilizar o modelo, mas ainda é algo longe de ser realmente popular.

Diversos analistas acreditam que o futuro dos games está na nuvem. Michael Pachter, famoso por suas previsões, aposta que os consoles como conhecemos morrerão lentamente nos próximos anos, a medida que alternativas mais acessíveis surgirão.

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A consolidação dos jogos via streaming neutralizaria uma grande barreira de entrada: ter de comprar um dispositivo para jogar. PC, consoles e smartphones de ponta são consideravelmente caros, e seus games ainda exigem armazenamento local. Através da nuvem, não é necessário nem mesmo baixar os arquivos para começar a jogar.

A ideia é viabilizar o acesso de qualquer jogo a qualquer dispositivo, o que faria dos videogames uma mídia de entretenimento tão acessível quanto filmes, séries ou música, exigindo apenas conexão com a internet. Abriria portas para um gigantesco mercado ainda não explorado.

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Na era dos “jogos serviço”, onde as publicadoras buscam uma grande base instalada de consumidores ativos, quanto mais gente, melhor. Serviços de assinatura, no geral, provaram-se mais lucrativos do que os modelos apresentados até então.

De quebra, a consolidação dos games via nuvem ainda seria um golpe pesado na pirataria, já que os arquivos dos jogos não estão disponíveis ao usuário, e exigem um serviço privado para jogar.

No entanto, ainda existem muitos desafios técnicos envolvidos, e não é a toa que várias das empresas no segmento morreram ou falharam em alcançar o grande público.

O maior problema ainda é a exigência de um bom serviço de internet, de baixa latência, estável e sem limite de dados. Se é inviável para muitos mesmo em casa, quem dirá nos dispositivos móveis, como celulares ou o próprio Switch.

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Mesmo com uma boa conexão, ainda é preciso lidar com grandes perdas na qualidade de imagem. Isso porque a transmissão precisa ser em tempo real, o que impossibilita o buffering, técnica amplamente utilizada em serviços como o YouTube e Netflix.

Consiste em manter sempre um trecho de vídeo (o qual o usuário está assistindo) armazenado no dispositivo, enquanto que o restante do conteúdo é baixado continuamente. Em jogos via streaming, onde tudo precisa ser instantâneo, o resultado são imagens com muitos sinais de compressão e cores que deixam a desejar.

Ainda é preciso lidar com o atraso na resposta dos comandos, o famigerado imput lag. Toda ação do jogador precisa viajar até o servidor, ser processada e voltar na forma de vídeo, um percurso de preciosos milissegundos que podem fazer toda a diferença em jogos que exigem respostas precisas. Praticamente inviável em jogos competitivos, como shooters, MOBAs ou games de luta.

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Atualmente, grandes nomes estão investindo no streaming de jogos, buscando formas de contornar alguns destes problemas. Graças ao GRID, dispositivo de hardware que minimiza a latência, a Nvidia já consegue oferecer jogos a 1080p e 60fps através do GeForce NOW. Blade Shadow, serviço estreante, promete até mesmo 4K a 60fps.

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Porém, se há uma empresa que pode fazer isso dar certo, é a Microsoft. Recentemente, a gigante de Redmond anunciou uma nova divisão, voltada apenas aos jogos em nuvem, chefiada por Kareem Choudhry.

É um veterano da companhia que, em 20 anos de casa, já trabalhou no Outlook, DirectX e Xbox, e responde diretamente a Phil Spencer. Sua visão é ambiciosa: acredita que há potencial para 2 bilhões de gamers no mundo, e pretende alcançá-los através de serviços assim.

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Estamos falando da empresa responsável pelo Azure, uma das maiores plataformas de computação em nuvem do mundo, que oferece serviços de todos os tipos. É também o setor que mais cresce dentro da empresa.

O Xbox Game Pass pode ter sido um discreto primeiro passo nesta direção. Não funciona através de streaming, é verdade, mas já estão estabelecendo um sólido modelo de assinatura.

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A esperança é de que, no futuro, teremos conexões de internet mais rápidas, confiáveis e acessíveis, com uma cobertura maior, o que viabilizaria o conceito. Todavia, confesso que ainda me parece algo bem distante, longe de se tornar uma alternativa que possa substituir, de fato, os dispositivos para jogos.

O desenvolvimento de hardware não para, com aparelhos mais poderosos e baratos a cada ano, principalmente entre os smartphones. É um avanço mais rápido até do que o das conexões de internet. Isso também aumentou as exigências por parte dos jogadores: Queremos resoluções cada vez maiores, HDR e elevadas taxas de quadros por segundo.

Acredito que o streaming de jogos pode até funcionar para um determinado público, mas dificilmente matará os dispositivos para games como conhecemos, porque sempre houve uma demanda por eles.

Fonte: Techtudo e Voxel
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Mensagempor Chazzy » Sáb, 26 Mai 2018, 00:05

Jogar o tempo todo conectado à internet? Sei não hein...

Já não é sempre que consigo estar conectado, ainda mais com conexão boa...

Hoje mesmo eu ficaria sem jogar se fosse nesses moldes aí, pois a internet tá uma merda.
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Mensagempor Wolflink » Sáb, 26 Mai 2018, 00:45

Acho que ainda vai demorar umas decadas pra isso se tornar realidade. A internet atualmente ainda é bem bosta. Fico com os moldes classicos, midia fisica e talz.
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Nintendo Switch: FC 2056-5082-2442

SPOILER

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Mensagempor fabuzato » Sáb, 26 Mai 2018, 01:21

Só de ler o título do tópico eu já pensei comigo que nojo não. Isso de estar conectado 24h pra jogar não pode acontecer nem a pau/de jeito nenhum/nunca, nem todos tem internet incrivelmente rápida e sem falar se eu quiser levar meu console pra um lugar onde não tem internet? Eu mesmo levo o meu direto pra um rancho da família pra jogar com os primos que vem de longe.
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Mensagempor vits » Sáb, 26 Mai 2018, 09:01

As empresas, de fato, estão tentando vender esse sistema para o consumidor. Mas, eu não acho que exista tecnologia para eles funcionarem, pois, a qualidade da internet global ainda deixa muito a desejar e mesmo grandes mercados como os EUA, sofrem com isso.

Todavia, eu não acredito que sozinho seja um bom sistema. E motivo é muito simples, todo poder de barganha que o consumidor tem é perdido nesse sistema, não obstante, também é péssimo para a preservação dos jogos para futuras gerações.
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Mensagempor Alex990 » Sáb, 26 Mai 2018, 09:54

Com uma Live Tim de 50 Mbps estou apto a testar, mas tenho consciência que aqui no Brasil isso é privilégio e não uma regra. Justamente por não ter tanto investimento nessa área (estou olhando pra você Oi/Telemar que simplesmente se apossou dos investimentos enquanto ainda era estatizada e sequer investiu na infraestrutura)
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Mensagempor Sonymaster » Sáb, 26 Mai 2018, 11:38

Video game para mim sempre será algo local, offline e fisico por assim dizer :-) sempre foi assim comigo e espero que seja sempre. Esse lance de ficar 24h na internet para mim mesmo não dá. Gosto de me desconectar da rede para jogar, então para mim, jamais irá servir esse tipo de novo de jogar videogame.

Quando isso acontecer, ficarei com os videogames antigos para jogar :-)
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Mensagempor NIN » Dom, 27 Mai 2018, 09:02

Como o Monterazo comentou, também fico praticamente offline nos jogos e não abro mão das minha mídias físicas não :P
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Mensagempor ari789 » Sex, 01 Jun 2018, 09:02

Cloud pra mim é algo que só funciona bem em PCs, eu utilizei OnLive e amei mas convenhamos... isso não é para console

A Maior vantagem em consoles que eu vejo é ter uma maquina que irá continuar recebendo suporte e jogos durante um longo tempo, onde você não irá precisar se preocupar em conectar na rede e poderá jogar em casa sem problemas, você não irá precisar trocar peças para continuar rodando os jogos e dependendo do console poderá mante-lo por até 10 anos, um serviço ''cloud'' seria horrível para isso... porem para PC eu acho ótimo pois assim as pessoas não precisariam mais ficar trocando as peças do PC para rodar tal jogo e como o PC vive conectado, algo que depende totalmente da internet como cloud não seria um problema para PCs.
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Videogames de mesa nao sera mais necessario Agora o futuro sera jogos via Streaming

Mensagempor Michaelhibly » Dom, 02 Set 2018, 12:28

Culpa ate e correto dizer, mas nao no sentido negativo. A maioria que tem comprado e inflacionando o mercado nao e de colecionadores, no sentido mais tradicional da palavra. Tb nao acho que sao "sem nocao". Sao apenas pessoas que querem os jogos que jogavam na infancia, que nao podiam pagar antes, ou que simplesmente estao surfando na moda dos anos 80 e 90. Nao da pra esperar que eles facam pesquisa, fiquem meses para comprar determinado jogo ou achem um forum como o daqui e ainda participe bastante para poder comprar algo antes de comprar algo.

Tem um Everdrive GB. Mas tem de ficar esperto: quando fica disponivel no site, rapidamente esgota...

:)
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Re: Videogames de mesa não será mais necessário. Agora o futuro será jogos via Streaming.

Mensagempor Akise Aru » Qui, 27 Set 2018, 07:22

Isso é o futuro sim, aceitem.
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Mensagempor Sonymaster » Ter, 09 Out 2018, 23:23

O streaming será muito importante na próxima geração de consolas, diz a Bethesda.


A tecnologia de streaming parece pronta para se tornar numa das principais facetas da próxima geração.

Pelo menos é nisso em que acredita Pete Hines da Bethesda, que recentemente conversou com o Eurogamer sobre diversos temas relacionados com a indústria e a editora.

Nessa entrevista, onde confirmou mais uma vez o empenho da Bethesda aos jogos singleplayer, Hines comentou que o streaming será algo em grande na próxima geração.

Questionado sobre o que as próximas consolas vão apresentar à indústria, Hines destacou o streaming.

"Penso que iremos continuar a ver o streaming como uma coisa importante tanto nas fabricantes de consolas como nos fornecedores de conteúdos."

"A capacidade para entregar jogos a pessoas numa variedade de diferentes formas, mais facilmente e mais rapidamente, numa maior variedade de dispositivos. Penso que isso será um tema."


As palavras de Hines surgem no mesmo momento em que a Microsoft anunciou ProjectxCloud, um serviço de streaming de jogos para diferentes tipos de ecrãs.

Em Agosto de 2018, Phil Spencer partilhou a ambição de apresentar os conteúdos Xbox a um maior número de pessoas, em diferentes ecrãs e em qualquer lugar.

Fonte: Eurogamer
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Mensagempor Sonymaster » Qua, 31 Out 2018, 13:54

EA FALA SOBRE PRÓXIMA GERAÇÃO E SUGERE QUE STREAMING E NUVEM SERÃO CRUCIAIS



Estamos no fim do ciclo da atual geração de consoles, momento em que publishers, desenvolvedoras e outras empresas criam expectativas e começam a projetar o futuro. Na visão da EA, esse futuro será modelado com grande ênfase em nuvem – e, consequentemente, streaming.

"Existem alguns artigos aqui e ali, alguns rumores e algumas predições do que [os novos consoles serão] e quando eles chegam. Não sei se estamos numa posição hoje para ter uma conversa sobre isso. Mas apenas saiba que trabalhamos com a Sony, a Microsoft e a Nintendo por muitos, muitos anos, e estamos ansiosos para trabalhar com eles por muitos anos mais, mesmo que todos nós nos direcionemos à nuvem, seja uma pequena parte ou toda a nossa experiência", opinou Andrew Wilson, CEO da EA.

É natural que a Microsoft e a Sony, a essa altura do campeonato, estejam criando a arquitetura de seus próximos consoles; diversas vagas postadas no LinkedIn já apontaram a isso, algumas inclusive buscando profissionais encarregados de cuidar do marketing dos aparelhos. Também há o rumor de que a Nintendo estaria planejando lançar uma nova versão do Switch em 2019.

Fonte: Voxel
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Mensagempor Robert Prado » Qua, 31 Out 2018, 15:36

Bom, se todo mundo ir pra nuvem e os consoles só funcionarem dessa forma, podem esquecer next-gen aqui no Brasil. Tu pode assinar internet de 300MB, sem servidores locais vai ser impossível.

Falando por mim, eu jamais investirei em console only-cloud. Vai ser a desculpa que eu precisava para limpar o backlog dos antigos consoles
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(quem for adicionar, me manda MP)
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Re: Videogames de mesa não será mais necessário. Agora o futuro será jogos via Streaming.

Mensagempor SuperMarioWorld » Sáb, 03 Nov 2018, 15:38

Aqui no Brasil, com a internet ruim que tem na maioria do país, vai ser mais complicado.
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